domingo, 19 de abril de 2009

"Conto"

O Menino do Trilho e o Corvo
É bem estranho este mundo onde a história de um menino que falou com um corvo, e nunca mais foi o mesmo depois disso, aconteceu. Num entardecer do campo além dos flancos das montanhas verdes. O menino do trilho acordou. Ainda com sono cedinho levantou. Pois onde mora o céu ainda não caiu. É belo e passivo por onde se olha, até quando venta bem aparenta. Quando chove o povo recolhe, mas plantas sorriem molhadas, não tristes. Então o guri se ruma pra plantação, além da de feijão, não antes de comer um pão. Com margarina e queijo branco, feito enrolado no pano com carinho e mimo, daquele distante primo Feijó. Apressado percorre o caminho ralado, cruza o riacho, escorre do barranco no fundo do campo, e persegue seu rumo frente em perdido e desenfreado passo. No meio do mato. Lá seguia ele rente aos pássaros ali parados, empolgados somente nos olhos, seguindo o menino empertigado correndo logo ali ao lado. "Sem percebê-los, só um simples lampejo, de que viviam tão perto". Menino esperto. Vendo de tão perto, seguia direto, sem mudar trajeto pra além da linha da plantação. Mas já ali do lado, por cima do mato, plainava um animal. Tão ligeiro e esperto como menino outro qualquer, talvez mais esperto até do que tio Mané, que se foi ano passado sem ter visto tal pássaro, pois se não iria gostar. Além, também, da imaginação do menino, o corvo sabia de sua intenção. Prendê-lo talvez? Por maldade ou por pura paixão. Por aves como ele, falavam bonito, sem pudor ou razão. Então o garoto embrenhou-se no mato, além das folhas opacas de poeira da roça, alcançou o pássaro. Quase como mágica ali chegou. Parou. E o corvo, avistou. Prosseguiu devagar. Parou ali. -Sei que você fala! – Apontou o garoto pro bicho. – Sei disso porque sonhei isso! Sonhei assim, esses dias, que viria você aqui. Desse mesmo jeito aí. Olhando pra mim, me menosprezando o olhar. Curvado e parado, dizendo palavra alguma de inicio, mas girando e me ouvindo. Atento e até crendo que poderia seguir. Sem dar bola pra mim. Assim que sair, vai-me ver atento em você, estarei ainda aqui. Então o corvo olhou para trás, sem pensar no que fazia direito, notou o intento do guri, sem mesmo partir, e se perdeu no começo. Achou até mesmo hilário o processo passado que o colocara ali. Do menino ousado, pros seus olhos vidrados, a lhe sorrir. - O que quer de mim guri? – Resolveu o corvo afoito. - Só trocar palavras, de certo modo, sobre que sonhei. Sobre você da habilidade da fala, vim aqui conferir. Pois não acreditava que corvo conversava, com língua de gralha, várias mensagens de outras paragens e até as daqui... – Apontou pro peito, pro próprio meio do macacão. Onde batia o coração. – Sonhei que você, que mesmo sem saber ler, pode ouvir emoção no tom do perdão ou das coisas como são. Com muita razão corri até aqui no mato, além da minha fazenda que você acalenta com seu bicão... Nunca reclamei de sua intromissão. Pra lá do portão de minha casa, quase dentro da sala, assustando o cão... - Então é só por isso que veio? – O corvo indignou-se. – Que me incomoda logo cedo? Nunca lhe importunei, só ali perto voei, perseguindo minha existência que até pouco se referia com tão pouco caso. Falando besteira sem olhar direito pro mundo além da cerca. Tome cuidado comigo, até por menos que isso já me deixaram irado e sem olhar pros lados, os olhos arranquei do último atrevido pirralho que capturei. - Calma se mal lhe referi, só vim aqui pra lhe ouvir porque isso me encanta. Não me importo, quis dizer, com sua presença por perto, só não sou muito esperto pra saber lhe dizer. Falo tudo engraçado, me enrolo nas línguas, mal conheço a vida, o que dizer da magia? Não me deixe avexado assim porque vim aqui lhe sorrir, conversar somente, coisa da gente que espera tanto lhe ver. Senhor corvo, por favor, me dê condolências, pois lhe tenho crença que possa me ajudar a entender meu mundo. - Como é tolo garoto atrapalhado, bem um bocado. Deixe disso! – Mudou completamente o semblante emotivo, o corvo. – Não quero ser bravo ou mal educado com você, mas fujo dos homens, não sei quem são vocês. Um dia talvez. Mas não hoje, nem amanhã. E me assustam seus atos. Contraditórios. Amam tanto a Terra que a querem só pra vocês. Sem dividir, e ainda usufruir, sem a ninguém pedir. Muitos se calam, outros já falam de como tratá-la, mas mesmo assim só destruir bem é que sabem. Tenho medo de você. E medo de tudo hoje em dia... “Só lhe falo agora porque sei ler o futuro, e nele sem furo, posso me valer que disso não contará a ninguém. Que não vejo mais você, meu jovem, que o amanhã não verá, posso falar, mas nunca o que deveria saber...” Vai me dizer que disso não sabia? - Sim sabia... Pelo sonho... - Pois saiba também que sem ver o trem, você vai partir do seu mundo pra outro, sem nem ver o conforto da paz lhe cobrir. O menino então se deu conta que uma regra havia quebrado, logo de cara, que era dar a cara e seu próprio nariz para o soco da vida que, de verdade e magia, sabia bastante. E lhe estava acertando direto na falha de suas razões. Não achava mesmo que aquele corvo existisse, mesmo assim o procurou. Não queria que seu sonho se repetisse e a si mesmo no momento disse: “Duvido mesmo que este corvo fale de verdade!” E o corvo foi achado como se num retrato do sonho, meio assombrado, e até ali nem se lembrava do que o havia afetado e lhe acordado. Lembrou-se também que sem ver ninguém, seguiu até ali, descalço mesmo, dedo na terra até o meio do mato. Onde teve a visão de conversar com o corvo, assombroso e mágico. O sonho já se repetia. Meio alarmado da consciência tomada lembrou do que realmente queria, pro pássaro, perguntar. Mas sem tempo de falar não conseguiu controlar, chegou logo, rápido, do mesmo jeito do sonho se pôs atrás do pássaro negro. Fez-lhe a acusação! Logo se deu de repente, que foi justo por isso, que o corvo se zangara e a maldição lhe atirara... No sonho. E agora! Acordou logo cedo pra não esquecer o lugar que esteve a sonhar. Não queria deixar de lembrar do que queria perguntar pro corvo. “Você estava mesmo no meu sonho?” E só assim daria inicio a palestra. Mas saiu tudo errado, foi atrapalhado, chegou abusado, falando agitado. Depois da consciência da burrada, mesmo no sonho teve esta idéia, de sair dali ainda bem, mesmo sabendo o que vinha pelo fim da trilha do devaneio. Assim veio desbancando o próprio destino, e ao pássaro sorrindo o desafiara, mesmo após a balela fala da entrada. Se vendo sem saída, tentando voltar pro passado. Coitado. Tomou coragem e, mesmo depois das maldições, berrou: -Eu não acredito em você! – Gritou também acordado, não só no quarto, como agora com o pássaro. Desesperado, com a verdade e mentira ali misturadas lhe desafiando a mente... Os corvos de fato só contam a verdade, mas os pássaros não deveria falar. E ele sonhara com aquilo, logo iria acordar... “Mas como se já estou desperto?” Pensou: “Se os corvos não falam, este não está falando, é só minha imaginação. Por tanto sua maldição é inválida, nasceu fracassada a ser cumprir.” Lembrava bem que no sonho, acordava bem ali, logo após gritar pela segunda vez... – Eu não acredito em você! – E então corvo se desfez na relva. Como no sonho, numa magia, talvez. O garoto se aliviou, correu de volta de pronto, assustado e em pranto. Até esquecendo o reto, torto eufórico como o vento deu-se na linha de ferro num susto, tropeçou num barulho e a cabeça bateu. É verdade, como podia ter se desorientado toda a via, o trilho era bem perto da própria guia do mato que seguia. Nem se prestou naquele trem, que o acertou logo, machucando, ali bem de lado, arrastando-o pra baixo das sombras da maquinaria. De longe o corvo a cena avistou... e antes disso, já daquilo sabia, porque do futuro bem via o que lhe deixava arrasado. Por isso se afastava de tudo e de todos, pois aqueles pobres tolos que ao corvo sempre ouviam logo morriam. Nunca dava tempo de avisar o coitado de sua própria sina. Um homem malvado que lhe seguiu o rastro e lhe pusera aquela magia. Agora onde suas asas batiam, tinham que ser longe da curiosidade dos leigos. Que notavam apenas a si mesmos. Sempre do mesmo jeito, até o dia da partida. O corvo logo voou. Pra longe do sonho de morte que o fantasma trazia. E era. O menino curioso com o sonho da própria morte vinda. Um penado... Mas suas penas levariam ainda por muitos anos a lembrança da tal alma perdida. Suzo Bianco 19/04/09

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TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA ENTENDER ESTE "BLOG"

Um pouco do que você precisa saber para ler esse BLOG:


Postagem Original:no link abaixo


http://suzobianco.blogspot.com/2011/03/explicando-o-blog-visualizando-parte-do.html


Sobre As Cores: Poderia dizer muito sobre isso, porém tenho que me conter no foco destas necessárias (ou não) explicações. É bem possível que a maioria saiba muito sobre a Luz. A famosa luz solar que a todos nós ilumina. A bem conhecida luminosidade solar quase totalmente invisível; e só não o é completamente, porque podemos enxergar ou reconhecer uma minúscula fração que chamamos de espectro luminoso. Ou as sete cores. Violeta, anil, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho (e seus tons), o branco luz é a junção delas e o negro a ausência. Esta pequena faixa reconhecível, pelos olhos, da luz solar nos dá a possibilidade de, quando refletidas pela matéria ao nosso redor e bem captadas pelo nosso sistema ocular, ver. Bem... Ver aquilo que nossa mente consegue perceber e conceber, mas isso seria outra história. Dessa maneira, este Blog usa dessa variação do espectro de maneira clara, dando a entender a presença constante desta limitação de nossa captação da luz. Embora possa parecer bonito, o uso das cores sobre o fundo negro, ou escuro, metaforiza a habilidade de nossa mente conceber formas e formular informações, por mais que pareçam de início desconexas, usando apenas uma limitada informação luminosa, ou noção divina ou dê-se o nome que quiserem a essa condição. O importante é que a verdadeira informação sempre nos parece oculta. O que vemos é sempre uma pequena parcela do que, de fato, pode existir no Universo ao nosso redor, em todos os sentidos, conforme o que procuramos saber a respeito dele (ou nós).


Não há enigmas para a curiosidade...


"Os Poemas": Entenda-os ou deixe-os. Qual seria a graça se tivesse que explicar cada um a todos? Podem parecer óbvios, para a maioria, os recursos usados nos poemas e demais textos, mas deve-se levar em consideração a dificuldade de entendimento para outros tantos leitores. Então eis explicações nesses e nestes tópicos. Espero mesmo que facilite a interpretação e a compreensão do blog após esses textos ‘Sobre o Blog’.


Os Desenhos: Nem toda sensação é possível de ser descrita. Não com minha atual habilidade, então, as desenho. Algumas personagens são pertencentes aos meus contos, outras, apenas ilustrações, ou representações, de forças invisíveis, fora da gama de cor visível já citada.

Duendes, fadas e outros seres “mágicos”: Alusão aos tipos diferentes de viventes do mundo. Isso pode incluir desde o(s) humano(s) e sua variada gama de personagens, como animais, plantas e outras formas de vida. Todas possuidoras de divindade consciente, isto é, formas diferentes de manifestação inteligente do cosmo aqui na Terra. São usadas essas nomenclaturas para homenagear as antigas lendas e ao mesmo tempo justificá-las da maneira mais lógica possível. Também serve de crítica à maneira displicente dos "humanos" se julgarem únicas formas inteligentes do planeta. Algo que pessoalmente não acredito. Cada ser com seu grau de percepção e contenção de sabedoria cósmica. Ninguém é mais ou menos que ninguém, o que muda, em minha opinião, é a forma e o tipo, não a importância. E quando digo alguém, ou ninguém, digo me referindo a ‘todos nós viventes da Terra’.




Fim da primeira "explicação".

Próximos assuntos a serem abordados:


Magia.

Religião e crenças.

Cartas Mágicas.

Fábulas.

Inspiração.

Temática.

E mais...


Sobre este Blog – Parte 2


Magia: Existem muitos conceitos sobre o que é Magia. Entretanto deve se considerar um único, pelo menos, ao que diz respeito a esse Blog. Entenda-se por magia toda forma inteligente e lógica de perceber, interpretar, conceber ou manipular qualquer tipo de informação, seja essa visual, textual, social, musical, oral, carnal*... A arte, no caso, em si mesma, concebe-se como um ato mágico, pois se estabelece como força mágica real devido à capacidade dinâmica de transformar uma ideia, ou a subjetividade, em algo absorvível por quase todos por uma estreita interpretação, funcionando como um funil, ou melhor, como um telescópio que com sua combinação de lentes permite acesso a uma gama imensa de informação (ou perspectiva dessa) vista apenas de um ponto minúsculo, isso funciona mesmo aos menos atentos. Isso seria, nesse caso, uma réplica da atitude universal, a de se auto-afirmar real, mesmo em sua aparente caótica 'organização' individual. O ego. Toda concepção e aceitação dessa ideia primária, ou fundamentada em princípios lógicos e antigos impostos (ou não), podem ser consideradas, aqui, magia. A habilidade de se ver, ou se entender, parte da energia universal também é magia. Real e palpável. Para muitos que assim o fazem podem se afirmar possuidores de um campo de proteção mágica, ou círculo arcano. (energia proveniente do Sol). Mas a maioria prefere dar para essa habilidade o nome de ‘conhecimento’, que pode ser específico dependendo do propósito. Exemplo: Para cada tipo de assunto existe uma variada carga de informação, algumas verdadeiras, outras longe disso. Dessa maneira quanto mais conhecimento a respeito de um determinado assunto alguém tiver, maior vai ser o poder de seu círculo de proteção mágica, que repelirá as forças provenientes da ignorância, ou trevas, para os mais “encantados” (matérias de baixa vibração). A luz do conhecimento (também real como sendo parte da mesma luz solar citada antes, porém invisível) é que alimenta, ou dá forma e substância, a esses campos mágicos, como supracitado anteriormente...



Religião e Crenças: Esse Blog não se trata de doutrina religiosa ou de alguma ‘crença’ baseada em mitos. Nem de algum pretencioso e equivocado conceito "científico". O intuito é simples: expandir, compartilhar e desconcentrar conhecimento. Dar a possibilidade para todos de pensar a respeito de tudo. E guiar esses pensamentos e ideias para a Luz. Para a reconstrução do mundo real e livre da escravidão imposta por aqueles que, ironicamente com atos estúpidos e mesquinhos, dizem-se senhores e donos do mundo. Quero com esse Blog, criar um canal de sintonia com todos aqueles que buscam no estudo e na investigação intrínseca a resposta para suas dúvidas. Sem dogmas e preconceitos. Sem justificativas adquiridas, ou impostas, pelos devidos ancestrais (que, na esmagadora maioria das vezes, sem saberem também estão dormindo num mundo de inverdades e enganos). É sabido, pelos sabidos, que quase nada em todas as religiões de massa é sustentável pela lógica-emocional, no entanto, poucos sabem que mesmo assim, essas mesmas religiões e crenças, possuem bases filosóficas autênticas e verdadeiras, ora se não mora aí o poder das mesmas de conquistar o coração da multidão. A questão é: O que procura o indivíduo? Deus? A verdade universal? Riqueza? Respostas? O que ele deseja, é ele mesmo que o deseja? Como poderia um recém-nascido julgar o mundo ao seu redor? E como ele seria capaz de ter ciência de sua prisão se se nascesse em uma titânica cela, uma que possuísse grades, na cabeça de cada criatura complacente da Terra? Bem, isso seria um assunto extenso demais para essa ocasião, então devo me centrar no propósito desse texto, falar somente a respeito da filosofia desse Blog, de maneira mais sucinta possível. Deus possui várias definições, mas iremos considerar ‘Deus’ como sendo o nome dado à inteligência cósmica/universal. Pensando assim, pretendo respeitar e levar em consideração o maior número de concepções religiosas, e filosóficas, possível dentro da minha, ou nossa, capacidade intelectual. Não quero e nem pretendo ofender ou questionar seja qual for a religião ou filosofia científica, pelo contrário, me parece cabível justamente a união sensata dessas ideias humanas. É possível e sensato conceber, ou entender (-se) o Universo/Cosmo de maneira ‘religiosamente científica’, ou, ‘cientificamente religiosa’. Ao mesmo tempo, não sendo nenhuma dessas. Magia? Bruxaria proibida? Não mesmo, creio. Conhecimento antigo, e antigo o bastante para ter tanto conhecimento. Você encontra dois homens sabidamente bondosos, um é velho, o outro uma criança, ambas lhe dizem sobre o mundo todo que conheceu, e como funciona... Você seguiria a quem? A religião antiga não é uma religião, e nem mesmo uma ciência, é um fato. É a transmissão de conhecimento certo. Sem dúvidas ou alegorias. ‘Tudo é luz’, segundo conceitos mais atuais da ciência contemporânea. Também possível de se afirmar o mesmo na maioria dos seguimentos religiosos; ‘Deus é Luz’... Ou a Luz a materialização de sua/Sua ideia, penso eu, e outros comigo. Uma ideia, em minha opinião, completamente concebível e lógica. Sem ferir minha inteligência ou fé. E é sobre esses conceitos que a maioria dos meus textos diz respeito em partes...


Cartas Mágicas: São escritos/textos metafóricos. Cartas do ser interior do escritor destinadas para o ser interior do leitor, ou para um ser imaginário capaz de compreender o lamento. Por isso o pseudônimo Rumplestiltskin (Rumpel)... Algo difícil de ler e compreender, nome, também, de uma personagem de contos de fada. Assim, faço alusão à injusta fama que a magia verdadeira tem no mundo atual, a de algo inexistente e irreal, quase sempre associada a poderes escabrosos e imaginativos como: Levitação, tele-cinese, leitura de mente, previsão do futuro, bolas de fogo expelidas pelas mãos de “bruxos” e “magos”... A variedade é enorme. Isso tudo só tem um único objetivo: Difamar e desacreditar a Magia. Desviar a atenção das pessoas para outros valores, dessa forma, conquistá-las. Quando alguém acredita, por exemplo, no valor monetário de uma moeda corrente, ela está sob o poder mágico daquele mesmo artefato. Explicando: O poder do dinheiro está, e mora, no conceito ou na possibilidade do seu ‘possuidor’ de conseguir o que deseja. O desejo particular, ou comunitário, dá poder ao artefato, isto é, quanto mais moeda um indivíduo tiver, maior a possibilidade de adquirir o que deseja e quanto mais gente acreditar nesse poder, mais ele se torna real. Porém essa lei só funciona se a maioria aceitar o conceito, onde o verdadeiro beneficiado é o produtor, ou mantenedor, do sistema monetário e da ideia do mesmo. Ele mesmo não faz uso dessas regras, seu poder está além do 'poder monetário'. Percebe-se? Ainda falamos de Magia. Real. Verdadeira e ainda presente na vida da maioria das pessoas no mundo inteiro. Por isso prega-se tanto a sua inexistência. As cartas mágicas tratam desse conceito...



Fábulas: A maioria dos textos, ou contos, que produzo usa do recurso fabuloso. A figuração animal das atitudes, ou da perspectiva humana dos fatos, ajuda a transcrever assuntos que seriam mais difíceis de serem abordados de outra forma. É mais fácil admitir semelhança no comportamento do Tio Patinhas (Disney) do que no de Kane (The Citizen Kane – O Cidadão Kane), por exemplo. É claro a dificuldade que podemos ter em assumir nossos defeitos quando nos são apontados ou citados. Por isso o recurso da Fábula.


Fim da segunda "explicação".



Próximos assuntos a serem abordados:


Inspiração.

Temática.

Público Alvo.

“Verdades de Massa”.


...

Sobre este Blog – Parte 3


Inspiração: O que seria de fato isso? A Inspiração. De fato seria a habilidade de criar? Seria mesmo o universo fruto de uma auto-inspiração divina? Pode ser... Por que não? Ou mais: Por que sim? Bem, o fato é: muitos de nós possuímos a prática de usar essa força para re/criar. Porém, dizem os físicos e cientistas; nada se cria ou se perde no universo, tudo se transforma. Foi uma boa dica deles para os inertes. Mas nenhuma novidade para aqueles que, há milhares de anos antes, já viviam esse conceito, antes da 'ciência', propriamente dita, instalara-se no coração de muitos. Aceito essa ideia. A inspiração então, a meu ver, seria uma espécie de autoconhecimento (levando em consideração os conceitos já citados anteriormente) e a habilidade de compartilhar isso. Seria também, em mesmo grau, a habilidade de notar formas variadas de expressar uma determinada ideia. Isto é, uma mesma forma infinitamente copiada em tudo no Cosmo/Universo. ‘Auto-criação e auto-percepção’. Ver a mesma coisa de variadas maneiras. Cada maneira diferente deriva de uma determinada inspiração. Ou conceito original. E essa determinada coisa, também varia, dependendo do conceito ou da nomenclatura. Acredito que ideias são feitas, ou existem, para serem mesmo difundidas, não retidas por um único indivíduo...


Temática: O mundo que se faz Oculto para muitos que o querem assim. Invisível. Se isso é bom ou ruim, não é a questão. A questão é: muitos dos males da humanidade são provenientes da ignorância, da má interpretação do sentimento do Amor e da difamada ou mal usada informação Solar. Exemplo: O Sol não é só uma estrela. O Sol é A Estrela. E Sua Luz nos é fonte de vida (em muitos sentidos), algo que nos possibilita todas nossas divagações sobre tudo. E isso é Divino, e algo que nos possibilita isso, não é menos do que Divino. Ou, Deus em uma forma “individualizada”. Somos diretamente e indiretamente, literalmente e poeticamente, filhos Dele. Somos parte dele, sentimos e existimos com ele. Vestígios estrelar, no caso, fagulhas do Sol em evolução de consciência. Admito, no entanto, como isso pode soar aos ouvidos, ou mente. (dogmática sem perceber) Certo? Como se conceber filho do Sol?

Nota-se? Isso é Magia. A maneira como ver as coisas pode nos levar de um mundo cruel e cinza para um mundo de amor e cores. Todas elas. Entre tanto, infelizmente, isso não nos protege da perversidade daqueles que vagam meio às sombras, ou às trevas. Ainda assim podemos estar sujeitos a ações de indivíduos ignorantes ou malignos. Porém, cada um de nós tem a responsabilidade de combater o escuro engolidor de luz. Ou lutar contra a ignorância e falta de educação, entende-se aqui educação no sentido puro e mais abrangente. Um dos objetivos desse Blog (agora revelado não tão comum assim) é justamente isso. Combater a ignorância e lutar contra a manutenção dessa mesma...

Público Alvo: Esse Blog tem como público alvo todo aquele de mente aberta às novas possibilidades, espíritos inquietos com a dúvida, ou até mesmo, com as aparentes certezas. Isso incluindo a mim mesmo. O ato de compartilhar minhas conjecturas com outras pessoas só aumenta a possibilidade de eu adquirir ainda mais conhecimento. Aprender é pra mim algo prazeroso e viciante. E passar as informações adiante é algo satisfatório e empolgante. Acredito que pra maioria das pessoas é dessa mesma maneira, embora nem todos possuam a paciência necessária para a tarefa. E isso não significa desinteresse, é apenas comodidade, isso sim deve ser combatido, pois quem se acomoda numa ideia se nega a possibilidade de evoluir intelectualmente. Para um bom caçador de informação, tudo, ou quase tudo, é questionável. Aquele que aceita uma informação sem questioná-la é um animal adestrado, não, educado. Imagino eu. Como qualquer músculo nos possibilita, e é feito, para nos permitir a locomoção e articulação, o cérebro também tem seu propósito, e não usá-lo, inteiramente, ou é um erro ou uma desfeita...



“Verdades de Massa”: Esse espaço, que tenho para expressar minhas ideias e conceitos - através de poemas, contos, frases e ilustrações - permite-me tentar desmascarar algumas “verdades” difundidas na população. Exemplo: O Trabalho é algo árduo, mas necessário. Bem, não é bem assim. O trabalho é a ação de produção ou manutenção de algo útil ou funcional, não necessariamente pesado e sofrido, pelo contrário, um trabalho legítimo deve ser feito com entusiasmo e amor pelo feito. Dessa maneira, um determinado médico opera pelo o amor e credibilidade de sua vontade de fazê-lo. Alguém que o faz apenas por pressão financeira, familiar ou social é capaz de esquecer uma tesoura dentro do paciente. Perdoem-me a associação, mas espero que entendam o que quero dizer. Ainda nesse assunto, muitos acreditam que trabalho tem de ser necessariamente algo lucrativo* (considerando os atuais valores difundidos) ou feito em ambiente comunitário e hierárquico. Também uma ideia falsa, e mesmo assim, imensamente difundida. Por quê? Ora, o que seria do Sistema Social contemporâneo se a maioria das pessoas pensasse diferente? Caos. Eis a necessidade de fazer com que todos acreditem na necessidade do salário pago por alguém que se autodenomina Patrão ou Chefe. O triste disso é que essa maneira de pensar impulsiona a pessoa a adotar uma postura agressiva e desonesta, por questão de sobrevivência e ascensão financeira. Isso é um dos vários fatores que disseminam a infelicidade comum. Existem ainda outras muitas, do que chamo: “verdades de massa”. E quase todas elas são difundias pela maioria, ingênua, e implantadas por aqueles que se beneficiam dessa e daquelas ideias.



Quase ficção, neh?


Atenciosamente
Suzo Bianco




Obs.: Alguns textos podem apresentar desacordo com a norma padrão recente da língua portuguesa, entre outras possíveis deformidades estéticas ou ocasionadas pela rápida e informal digitação. Contudo é direito prevenir o leitor ou a leitora de que tais textos foram revisados, porém foi preferível manter alguns possíveis “erros” (segundo a gramática normativa) com o 'intuito' de preservar o caráter poético e efêmero dos textos, sendo esse objetivo mais verdadeiro do que outro que possa envolver os termos e/ou normas da gramática atual. Espero que compreendam e não se assustem, pois tais “verrugas” nessas ‘faces letradas’ não são muitas, e quase sempre imperceptíveis. Um abraço sincero, e meu muito obrigado por ceder um pouco de seu tempo para a poesia e para os poemas de minha autoria.” S.Bianco.


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