sábado, 20 de março de 2010


“Ora, ora, ora, nem sei se alguém se importa, mas sem perder mais hora, olhem logo o que fiz. Bendito infeliz. Passei uma semana inteira sem escrever, sem me envolver, nem leitura fazer, pra logo se ver, agora preocupado, quase desgovernado, pra postar alguma coisa. Pudera falar, ou dizer, melhor, mas o pior, que nada tenho a relatar, além do óbvio...
   Escrevi umas coisas hoje, dia de sei lá, me esqueci, não importa, ora-ora... Segue abaixo, textos e poesias... Sem frescura nem ousadia.
   Espero que não os considerem enfadonhos, foram feitos numa explosão...
   Saíram-me na marra, não porque me senti na obrigação, mas me nasceram como filhos não esperados, não por isso menos amados.
   Tá aí."


Rosadas Nuvens (texto de amor)

Rosadas nuvens, absinto, as sinto.
Obscuros vaga-lumes me iluminam.
De noite, no arbusto, sorrio ao infinito lábio de seu amor.
Braços vagos, fantasmas, embaraço.
Estrelas verdes sobre mim, enfeitiçados.
Jogando-me, sem vergonha, a suas ternas luxuosas lábias.
Sussurradas.
Nevados orvalhos brilhando vagos e solitários.
E eu ali, de ti, embaixo. Afagado e plenamente apaixonado.
Sua pele me escorria os lábios ávidos de mágica.
Pálidas e alvas malhas sedosas.
Gloriosas e glorificadas me vieram aos sonhos, desperto.
De certo. Amo-te.
Clamo-te, chamo-te, mesmo ali, dentro de ti.
Peixes voavam em volta de mim.
Anjos riam envergonhados assim... Felizes.
Estrelas viciadas, poeira iluminada,
Âmago de meu chamariz.
Sou eu, em ti, aprendiz...
Bolhas coloridas que me prenderam frutas, loucuras.
Pecados abençoados que contigo, os cometi.
Não menti e meti-lhe primor.
Sementes sem dor...
Como me deixou, inerte...
Divertes?
...feliz.



Sótão, Assista-me. (texto de desamor)

Sótão sóbrio. Assista-me a estupidez.
Quando, sozinho, choro em seu canto, segurando, cantando sussurrando, o bilhete que escrevi.
Que não deveria estar aqui. Poderia ser feliz, no entanto, se não me houvesse enganado.
Não adiantou encanto, nem meu infinito pranto.
Choro abertamente fechado em meu mal acalentado inferno amoroso.
Qual me abalou o desgosto, do devolvido escrito sincero, que a ela, fiz com esmero.
Lembro-me agora, com meu coração para fora, como tive tal coragem de lhe entregar em pessoa, toda minha honrosa proposta, quase humilde, de amor sem demora.
Mas como uma mentira difundida, foi-me má, desinibida, me ofendera e causara-me ferida... Permanente.
Que me mente... Que me mente...
Leu-me sem pudor, logo em seguida o rasgou...
Jogou-me frangalhos de papel rasgado, sem ligar, aos risos, para minha dor.
Deu-me as costas... Nem me olhou com respeito, como quem nem se importa, com sua atitude e efeitos.
Ora... Amigo sóbrio sótão. Assiste agora minha estupidez.
Deixei-me ser violentado com desamor. Do mais puro e temível cruel desdém. De alguém que nem me viu como um homem. Como alguém de sentimentos, ou possível instrumento de seus carinhos.
Mas aqui sozinho, penso e entendo. Como fui estúpido.
Dei ouvidos confusos aos intrusos cupidos que, cuspidos do submundo, me pregaram uma peça.
Bela essa...
Bela essa...



Suzo Bianco
 

domingo, 14 de março de 2010

"Retrato"

__________________



Prefeito de Clinzândia, A Eterna Cidade da Noite.
Por Suzo Bianco





.

Poema? Talvez sim, talvez não... Quem saberia?

Boa Noite, Vagos Sonhos, Boa Noite!


Boa noite, vagos sonhos, boa noite!
Podem ir dormir hoje sozinhos...
Boa noite, e não me levem junto,
Pois já estou no meu claro caminho.

Eu me casei com minha esperança
E ela e eu estamos tão bem,
Embora ela explore fardada também,
Alimenta-me perseverança...

E eu amo os cães com gatos miando,
Encanto-me, aves cantando...
Choro satisfação loucamente,
Por ser real quando sonhando.

Boa noite, vagos sonhos, boa noite!
Podem ir deitar à noite sozinhos...
Boa noite, e não me levem junto,
Pois já estou no meu calmo caminho.

Eu arrastei-me pela noite dormindo
Viajei pelo mundo pequeno, tranquilo...
Menti ao meu lugar de arte aberta
Mesmo afetado continuo sozinho.

Tacaram-me água e sapatos escuros
Meu canto pra lua chiava...
Pulei de alegria, no entanto, confuso,
Minha poesia oculta machuca-os.

Boa noite, vagos sonhos, boa noite!
Podem ir devanear hoje sozinhos...
Boa noite, e não me levem junto,
Pois já estou no meu vasto caminho.

Boa noite, caros sonhos, boa noite!
Podem ir repousar hoje sozinhos...
Boa noite, e não me levem junto,
Agora estou sonhando apenas comigo.



suzo bianco

quinta-feira, 11 de março de 2010

Desenho-montagem/Tempos Antigos



Ilusão de Ótica

"CLIQUE NA IMAGEM E DEPOIS OLHE ATENTAMENTE O Nº 10 NA TESTA DO URSO DURANTE 15 OU 20 SEGUNDOS.
DEPOIS OLHE PARA UMA PAREDE BRANCA E PISQUE RAPIDAMENTE PARA PODER VER A ALMA DO MESMO URSO LIVRE DO DESENHO GRAÇAS A SUA CAPACIDADE DE VER O QUE BEM QUER...!"




SUZO BIANCO

Poção para Acabar com a Magia ao seu Redor

Receita de poção “anti-mágica”:

• 1/4 de xícara de chá, de lágrimas sinceras.
• Uma colher de sopa, de suor inútil e sofrido.
• Um bilhete, com desejos não atendidos, escrito.
• Uma gota de saliva de cão triste (de preferência, o cão deve estar triste pelo preparador da poção).
• ½ colher de sopa com tabacos usados. (caso seja fumante, ignore este ingrediente)
• 5 gramas de unhas cortadas ao dente.
• 100 ml de água de chuva recolhida sob desabrigado.
• Duas cabeças de frango de matadouro industrial.


Modo de preparo:

É importante que seja preparada por uma pessoa que esteja se sentindo confiante em conselhos de pessoas má intencionadas.
Misture tudo numa panela e ferva até que perceba que não há o porquê de ser consumida aquela poção. O efeito de exterminar qualquer magia ao seu redor será notado rapidamente.

Atenção: Receita proibida para crianças e sonhadores.
“Meio ao mais profundo e escuro lugar do Pântano Índigo, onde se espalha como raiz exposta além da Floresta de Palmas de Luz, um córrego purulento e venenoso é o único testemunhador das ácidas palavras da velha bruxa solitária Argamádaga:”


Como têm sido inúteis minhas vontades, como lutar pela liberdade, presa pelo cabelo prateado sobre um oceano de lava. O que escolhemos não nos salva. Livre arbítrio enganoso. De que adianta meus sentidos se me trazem dor? Do que adianta meus sonhos, se não são eternos? Pra que a infância, se envelhecemos?

Pesadelo infrutífero e desdenhoso. Onde Deus nos deu dentes para rasgarem e caírem quando mordermos. Amor para odiarmos... Amantes traidores... Generosos mentirosos...

Quantos mais terão de sofrer, para que o divino tome ciência de sua ineficiência amorosa?

Enquanto o Diabo leva a culpa pelo que fazemos de ruim e Deus os créditos de nossos acertos, nos é negado até mesmo a compreensão de nossos atos.

Estamos aqui para isso? Seria melhor se não estivéssemos.

Felizes no inferno, somente as bestas.









s.b

quarta-feira, 10 de março de 2010

Desenho muito, mas muito antigo mesmo...



suzo bianco
                          


“Fui amaldiçoado com a vontade de dizer o que ninguém queria ouvir... Tentei escrever então... E ninguém o leu. Hm! Que ironia. Isso acabou por me fazer querer conversar só com ele!”



                 

s.b           

Acontecido...

Música sem som...

"Quando vi o velho solitário que, com seu realejo, cantava amargurado:"


Até hoje vivo e sinto,
Nos meus, seus lábios.
Sem exagero te digo,
Mandei-lhe sentindo,
Com vento, orvalhos.

Até hoje eu os sinto,
Tempo, imaginado,
O presente dormindo.
E ignoro o que vivo
Pra estar ao seu lado.

E até hoje eu a sinto,
Nos meus devaneios.
Sem exagero te digo,
Mandei-lhe sentindo,
Com vento, desejos.

Até hoje eu os sinto,
E desapontado...
O presente dormindo.
E durmo ao que vivo,
Amando-a acordado.


"E eu disse baixinho, sem olhá-lo:
- Pobre apaixonado coitado!"



suzo bianco

terça-feira, 9 de março de 2010

Foto de Mim Mesmo

               

"Suzo Bianco em meados de 2006"

Desenho Antigo Encontrado no Armário..........

                   

s.b

Conversa

A Estrela disse ao Sol:

Quando não se tem ninguém
Pra quem agente chora?
Quando nos calam
Quando nos falam
Pra quem agente implora?
Quando não se tem moeda
Pra quem agente pede?
Quando nos calam
Quando nos falam
Pra quem agente sede?


E o Sol disse para a Estrela:

Pra que agente chora
Quando não se tem ninguém?
Pra nos calar?
Pra nos falar?
Quando agente faz também?
Pra que agente pede
Quando não se tem moedas?
Pra nos calar?
Pra nos falar?
Quando agente tem goelas?


A Estrela então falou:

Pra que nos apontam
Se brilhamos tão bem?
Pra nos rirem?
Pra nos virem?
Estão-se sozinhos também?
Chegue mais longe
E os ensinará...


O Sol então respondeu:

Porque brilhamos tão bem
Se não podem nos apontar?
Pra nos rirem.
Pra nos virem.
Estão-se sozinhos também!
Chegue mais perto
E os entenderá...




suzo bianco

segunda-feira, 8 de março de 2010

Reação

>



Culpado.
Avisado ato
Ao capitalista,
Mestre mentira.
Sucesso sucessivo.
Universo com o verso,
Felicidades sem idades,
Por cima a pocilga é polida.
E já o clero quer o que eu quero,
Riqueza frieza de altezas tal dessas
Saudáveis estáveis saudades de idades,
De ouro, couro, louros e loiros com lucro.
Racionada ratificação de sensação racional,
Sustentada sem estar tentada a atada sustância,
Sobre a sobra, há uma dobra, baseada imprópria.
Sob o Mundo, há um mundo, imundo submundo.
Prensado acorrentado rente a prensa do coitado
Lúdico índigo dito que digo diluído indigno
Da terra aterrada da reta arrasada e sedada.
Mofada mordaça embasada na mordaça.
Silêncio por incenso sem senso denso.
Reação sem ação sob a insana razão
Da massa amordaçada assassinada
Todo dia dividida do todo ditado.
Presa como presa dos presos,
Covardes coragens imagens,
Ardores perdem de dores.
Sozinhos e em sortidos
Pedaços para os aços
Dos ídolos lodos,
Calabouços.
Coitados.





suzo bianco

Pétalas ao Sol



Pétalas pálidas, aqui?
Turvam-me flutuantes,
Todas girando perante
Ao Sol que laico nasci.
...
Pálpebras fracas eu vi?
Pareciam todas cansadas,
E choravam desanimadas
Pelas lutas lá entre si.
...
Póstumas eu logo senti...
Lotam-me pulso pelado,
Cortam-me dados pedaços
Carne fraca qual eu servi.
...
Posso eu fora daqui?
Me-creditaria o pudor,
Aprendiz sem um tutor
Se me deixasse feliz...
...
Pétalas palco as bati...
E de leito nelas deitei,
Deste lento acostumei
Minha falsa soneca atriz.
...
Pelo meu sonho morri?
Pois, não me lembro assim,
Lutei, minha luta, e vivi
Ao Sol que laico nasci.
 
 
Suzo Bianco

sexta-feira, 5 de março de 2010

Última Carta A Mim Enviada Desta Época.

                  
Dia de Pétalas Caídas. Além do Horizonte, Floresta Esmeralda.
Ao meu amado Rumpelstiltskin

  Feche os olhos e perceberá a infinita luz de vórtice que mergulha nossa alma eterna. Lembre-se de seu caminho além da ilusão da Terra Baixa. É seu dever cumprir este caminho para se ter valor do mundo pós-estudo. Sabe bem disso...
  Recebi sua última carta desta época. O que lhe posso dizer é que me assusta seu medo. Confesso que já se passaram centenas de anos desde minha formação, então me é custoso lembrar-me de como pode ser dolorosa a vida aí... Retifico: Tenha calma, perseverança e coragem. Acredite! Tudo isso passará.
Fiquei espantada com a tentativa do Obscuro em lhe fazer desacreditar em sua luta e me orgulhei ao ver que não demorou em respondê-lo a altura. Pois fizeste bem.
  Sei também que seu diário pode cair em mãos alheias, já que ele se encontra perdido de você mesmo até então. Não se espante, há de ser bom isso. Não duvidemos das intenções do destino. Só lhe peço que não pare de escrever jamais...
  Esta primeira parte de seus escritos e rascunhos está terminada, mas logo dê conta de uma continuação, ainda existem muitas coisas a serem esclarecidas.
  As quatro matérias primas ainda giram para formarem o único tudo. Tenha fé em sua importância.
  Esconda o melhor que puder os segredos que lhe protegem, não revele demasiados fatos mágicos. Isso é um aviso. Cale-se...
  Quando se sentir vazio e abandonado lembre-se de quem realmente é: Filho material de Gaia. Irmão de todos os bichos e inimigo do vazio. Fortifique-se nesta idéia real. Unifique-se na energia geral e universal do ‘estar e perceber-se’. Não se sinta preso pela carne, ela é sua casa até então, o que lhe protege do nada neste mundo baixo. Aprenda com os outros, ouça mais e faça mais. Aplique o verbo para ele não perder a faculdade proferida. Não desanime.
  Termine por aqui esta coleção de escritos e desenhos. Dê limite para criar a forma encantada, se não, perder-se-á para o confuso e incerto...

  Agora, falando de nós mesmos...
  O pai dos unicórnios me visitou e conversamos muito a respeito de você. Estamos contentes ao saber de sua manutenção de espírito, porém ambos concordamos que há um perigo real nisso. Existem muitas almas baixas na Terra Baixa, elas podem oferecer alguns empecilhos na sua total qualidade de vida mortal. Então, lhe desejamos cautela. Não obstante, perseverança, como bem já lhe disse.
Seu primo Dispistiliken Antrovínio também tem me visitado, trazido notícias da aldeia dele e de seus parentes, estão todos bem. Apenas para seu conhecimento.
  Desejamos todos que você não desista. A vida pode ser bela e maravilhosa se tiver esforço nisso.
  Um dia nos veremos juntos, até lá, lhe enviamos votos de amor e coragem.
  Nunca se esqueça:
  “Uma ilusão de ótica não significa que não seja verdade. Tudo que se aprende é de útil aplicação. Siga a luz e fuja de falsos profetas. Seja livre pelo menos em seu coração. Ame mais e odeie menos. Tenha fé em seus cumprimentos. Chore quando possível e sorria quando quiser, ouça a música do mundo, e aja como um oboé.”


Amamos-te muito, e sabemos de teu amor por nós.
Com carinhos sinceros:

R.Fada Elmadrim

hipnose

                
               
                                               "Ora, se não está na hora!"


s.b
                      e                  l                  f                       
                           
                          
                      

                       
                    
                     
                      















s.b

quinta-feira, 4 de março de 2010

De um Devaneio...

              
             



s.b

Outra Carta

                 .
        
Dia de ar seco pós-pó de qualquer terra. Sob teto da Torre que quer crescer, mas não pode. Terra Baixa.

À minha eterna amada Fada, mais uma vez.


  Quem me dera, agora, tivesse lhe enviando notícias boas sobre minha saga, desde já lhe confesso insatisfação com as necessárias palavras que lhe envio. Quero compartilhar contigo pensamentos nebulosos que me assombram nestes tempos recentes, desta minha louca sanidade...
  Como bem pode conceber, a força mágica vem diminuindo com o passar dos dias, imagino que tenha ligação direta com a destruição das fontes sagradas. Que Gaia esteja doente, não é novidade, mas estou começando a perceber que minha energia tem relação com a mesma força... Isto é, Gaia chora, e eu sinto. Não sozinho, claro, mas estou de aviso.
  O ar segue seco e venenoso, a água sem os sais...
  Poderia lhe falar sobre tudo que está ocorrendo por estas paragens, mas seria desnecessário, pois já é de conhecimento geral a doença da terra. O que quero de fato relatar é sobre uma carta que, me vendo obrigado, enviei para o Obscuro.
  Ele me mandou um bilhete desorientador... Acho que bem sabe qual me refiro.
  Então, escrevi de próprio punho - usando de tinta viva, de acordo com as normas de proteção mágica – uma carta de resposta. Envelopei-a com papel de madeira vermelha e selei com cera de prata. Joguei no bueiro mais profundo que pude encontrar sem ninguém como testemunha, como reza a regra.
  Agora, que o que escrevi tenha efeito...
  Abaixo segue cópia do texto endereçado ao Obscuro, para que minha amada possa servir de avisada e averiguar meus intentos:


“Ao jorrado desaforado aproveitador das mentiras tortas da crosta morta. Segue-lhe ingratamente o presente afeto recíproco de injurias suas. Palavras foram-me endereçadas com propósitos tuberculosos, fumacentas e nebulosas, sujas de risadas ásperas provavelmente remanescentes de quando foram riscadas. Então para sua entidade sombria e desumana, aponto-lhe estes crentes traços codificados.
Nunca terá força contra ouvidos atentos e mente aberta, nunca seu veneno terá efeito contra o sangue em mim verdadeiro. Entre as sementes de intento fantástico, mora-me a verdade, entre os erros de meus defeitos, fala-me a cicatriz da aprendizagem. Seu poder está na retórica aprendida e sustentada apenas na habilidade de proteger suas mentiras e enganos. Não é senhor divino, e não carrega o hábito sagrado do natural como quer parecer, é artificial do inicio ao fim, o que vem de sua sombra, antes veio de outros envergados. Mal educados que acreditam saber de algo por carregarem uma estante de ‘outras verdades’.
Estou seguro na informação de fato, naquela que me chega naturalmente, tanto que me dá forças contra sua língua invejosa. Venha com seus grimórios das sombras, e lhe irei com meus livros da vida. É filho da mentira e se perdura na lamúria, sibila entre as frestas da Torre, mas não se dá conta da derrota. E também saiba... Os filhos de Gaia falam entre si, sim, em língua comum, silenciosa para os ouvidos mortos seus e daqueles que os seguem, cientes ou não. Então, abstenha de seus ataques. Pois minha morte já é certa, já estou condenado a me formar inteiro e onisciente imerso em cosmos como os outros antes de mim.
Que sua prisão incrustada no fundo das ignorantes almas sujas se perpetue.
Com muito amor, contra seu desamor, eu, para você, Senhor.”


  Queira livrar-se desta carta depois de lê-la, não se deixe contaminar com o saber destes bilhetes.  Amo-te demais, não quero vê-la triste. Porém...
  Estou no meu limite...
  Faça de suas orações minhas verdades, para que minhas rezas se tornem realidade.


  Com amor.

  Rumpelstiltskin

Desenhos.....

                         

"Duas Irmãs, O Cara do Chá, E O Que Eles Viram..."

s.b

Poster

...para envio de e-mails...


até q ficou legalzinho

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Fantasmas Para Matar

                   

domingo, 21 de fevereiro de 2010

PRIMEIRA AMINÉSIA



In The Rainbows



1

“Tenho dúvidas
Quanto as suas verdades!
Porque, verdade,
Tenho certeza
Quanto as suas dúvidas!”



2

Amada Fala


Me fala
alma amada...
Fala-me alma,
a amada fala:
- Amada!



3

Desejo-te


Filete tênue enlaça...
Nada!
Sibila ao ar seguro...
Voa!

Circula a si mesma...
Feita!
Fugida do seu peito...
Linda!

Fulgura todo o dia...
Morna!
Aflora minha vida...
Cheia!

Aferro e desejo...
Sorte!
Acorde-me o estar...
Tenra!



4


Texto 'sonoro'
Complicado

Psicótica agonia da improbabilidade respectiva a doutrina criada pela minha própria mente instalada em meu tênue equilíbrio. Palavras jogadas e disfarçadas em cada lábia salivada de merecido atrevido. Ritmada e matada a se dada forma do causado caos mental e proposital fortalecido nisso. Difícil de ler sem ter que crer que nisso seria maldosamente interferente com sentido ambíguo. Queria eu poder te dizer das vírgulas se nelas eu tivesse visto sentido. A vida também é desta mesma maneira quando se conversa e se dá mesmo significado pra isso e pra aquilo.



5


Sem Azas


Onde posso voar sem azas
Além dos sonhos meus?
Além das minhas palavras
Onde posso meu Deus?
Onde posso ser melhor
Além das minhas idéias?
Além do meu pior
Onde não tem platéias?
Onde posso sumir de vez
Além dos meus olhos?
Além dos olhares
Onde?

Posso ser feliz agora
Longe da sua escola?
Longe da flor que flora
Posso ser feliz?
Posso te ter amando
Longe de sua voz?
Longe do seu âmago
Posso te ter?
Onde posso sumir de vez
Além dos meus olhos?
Além dos olhares
Onde?

Por que você não some?
Causa da dor que pena.
Por que não se esconde
Longe da minha antena...?
Capto-te, suave e quieto No meu canto terno.
Capto-te, daqui sozinho No meu canto rindo.
Onde posso sumir de vez
Além dos nossos olhos
Além dos olhares
Onde!


6

Passagem

O menino cria caso com a existência e resolve nascer.
O menino chora assim que a luz o atinge a pele.
E apela para o berro e o abraço.
E nem sabia que aquele berro seria pra sempre.

O menino cresce um pouco e mais um pouco quer.
O menino acha que tudo passa bem além da conta.
E apela para o sorriso e o abraço.
E nem sabia que aquele sorriso seria pra sempre.

O menino então dança na corda da vida e brinca.
O menino acredita estar com todos, junto estaria.
E apela para a fala e o abraço.
E nem sabia que aquela fala seria pra sempre.

O menino inventa seu mundo pros pais o notarem.
O menino aprende e espalha sua dúvidas inocentes.
E apela para o ouvido e o abraço.
E nem sabia que aqueles sons seriam pra sempre

O menino se junta às loucuras e descobre a dos outros.
O menino entende que todos estão loucos e sorri.
E apela para a astúcia e o abraço.
E nem sabia que aquela habilidade seria pra sempre.

O menino cresce ainda mais e se depara com a idade.
O menino então ri de si mesmo e obedece o Tempo.
E apela para o berro, novamente, como há tempos,
Não pararia de crescer?
E por suar os anos inteiros parou de sorrir...


O jovem despertou e quis voltar para os sonhos.
O jovem dormia e percebia que a tempos vivia,
E apela para a rebeldia e o embaraço.
E nem mesmo sabia que aquela revolta seria pra sempre.

O jovem falava de si mesmo como um Cowboy.
O jovem nem mesmo gostava de vacas,
E apela para a mentira e o embaraço.
E nem mesmo sabia que aquela inverdade seria para sempre.

O jovem vê o Amor e o Ódio duelarem pelas almas
O jovem quer ser, mesmo sem saber o quê, pra esquecer,
E apela para a ideologia e o embaraço.
E nem mesmo sabia que aquela idéia seria para sempre.

O jovem chora todo dia por lembrar-se de sonhar só à noite.
O jovem quer mesmo ser mais homem, é verdade,
E apela para o sonho e o embaraço.
E nem mesmo sabia que aquele sonho seria pra sempre.

O jovem fazia tudo pra agradar e desagradava mesmo assim
O jovem nem cogitava mudar de partido pelo seu bem,
E apelava para o discurso e o embaraço.
E nem mesmo sabia que aquelas palavras seriam pra sempre.

O jovem se lembrava da morte em vida.
O jovem mesmo assim não acreditava ou queria,
E apelava para a tristeza e o embaraço.
E nem mesmo sabia que aquela tristeza seria pra sempre.

O jovem então pára de chorar e morre para o homem.
O jovem então está maduro e cai da árvore do mundo para o chão.
E apela para o berro, novamente, como há tempos,
Não pararia de crescer?
E por parar de sorrir começou a caminhar além da mata...


O homem então balança a cabeça como num despertar.
O homem fala de si mesmo para os animais a gargalhar.
E apela para o desdém e o medo.
E nem queria saber que aquele relaxo seria pra sempre.

O homem esconde seu amor e ódio no coração.
O homem rasteja entre os becos como um bicho do mato.
E apela para a covardia e o medo.
E nem queria saber que aquela desonra seria pra sempre.

O homem não se perdoa e por isso se maltrata.
O homem não assume suas saudades infantis.
E apela para o segredo e o medo.
E nem queria saber que aquele mistério seria pra sempre.

O homem planta e escreve sobre seus desastres.
O homem viaja e reflete a sujeira de sua mente.
E apela para o dinheiro e o medo.
E nem queria saber que aquele relativo valor seria pra sempre.

O homem se multiplica em miúdos e se une.
O homem espalha sua semente e mente para valorizar.
E apela para a graça e o medo.
E nem queria saber que aquela farsa seria para sempre.

O homem então pensa de verdade e reage.
O homem vai com suas penas pelo céu de tempestades.
E apela para a magia e o medo.
E nem queria saber, aquele encanto seria pra sempre.

O homem descobre estar doente como sua casa.
O homem descobre que tudo está adoecendo por causa dele.
E apela para a filantropia e o medo.
E nem queria saber que aquela bondade seria pra sempre.

O homem então se percebe melhor em fim.
O homem alcança realmente o homem que esperava ser.
E apela para o berro, novamente, como há tempos,
Não pararia de crescer?
E caminhando além da mata do desconhecido passou a conhecer...


O velho então sorriu pra todos e disse atrapalhado:
“O velho está morrendo desde que nasceu meu caro!”
E apela para a chacota e a sabedoria.
E nem mesmo desconfiava que, aquela gozação, seria pra sempre.

O velho canta com os pássaros e brinca com os cães.
O velho inveja os gatos e gosta dos porcos.
E apela para o contato e a sabedoria.
E nem mesmo desconfiava que, aquela curiosidade, seria pra sempre.

O velho volta a dormir para aliviar os músculos e sonha.
O velho cria outros mundos como criança e gosta.
E apela para a senilidade e a sabedoria.
E nem mesmo desconfiava que, aquela loucura, seria pra sempre.

O velho jura para todos que viveu bem apesar dos pesares.
O velho se livra do Amor e do Ódio e atua pra tudo.
E apela para a particularidade e a sabedoria.
E nem mesmo desconfiava que, aquela distinção, seria pra sempre.

O velho vive tudo de novo, e tudo de novo pensa.
O velho volta pra floresta da ignorância diante das novidades.
E apela para a experiência e a sabedoria.
E nem mesmo desconfiava que, aquela lenda, seria pra sempre.

O velho chega junto, mas ausente de idéias foge.
O velho não se entende mais e surta com as improbabilidades.
E apela para a calma e a sabedoria.
E nem mesmo desconfiava que, aquela serenidade, seria pra sempre.

O velho inverte seus princípios e torna a dormir intensamente.
O velho já não quer acordar porque nada mais entende...
E apela para a veracidade e a sabedoria.
E nem mesmo desconfiava que, aquele veredicto, seria para sempre.

O velho já começa desconfiar de alguma coisa e resolve não acordar.
O velho já era criança outra vez e queria pra terra voltar.
E apela para a epifania e a sabedoria.
E nem mesmo desconfiava que, aquela sensação, seria pra sempre.

O velho então entende que de repente agente entende.
O velho se mete em nada por nada ter sido quando gente.
E apela para o berro, novamente, como há tempos,
Não pararia de crescer?
E passou a conhecer o que estava a ser antes e depois da passagem.




7



Cantiga de Amor - Lívia


“Moro em peito, Lívia”

Dor latente sentinela
Onde sempre nela espera
Fim d’angústia toda via?

“Moro em peito, Lívia”

Dor amarga solitária
Onde vaia tal enfada
Fim da calma que vivia?

“Moro em peito, Lívia”

Dor carente de abraço
Onde cabe meu afago
Onde finda nostalgia?

“Moro em peito, Lívia”

Dor que logo vai, em beijo
Onde durmo de desejo 
Fim das aspas da cantiga!


Suzo Bianco


Obs.: Graças ao fracaço do editor de postagens deste blog, alguns poemas podem apresentar erros de fonte e estrofe.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

??????

                  
                    
                       
O Iluminador por trás do Sol
Veio à Lua prata seu dourado
Estrela Sua nos intentos...?
Reto baixo vê encima o Tal
Entôo Seu, sou bem grato
Instante dos elementos...?

 
 
 
           
s.b
 
   
           

"Como o 'mal' existe para evidenciar o 'bem',
Com o charme do erro a perfeição nos vem."

s.b
                                  


 e       n       i       g       m       a      




s.b

"? ilusão a desenhar comO"


        



s.b

Ilustração encontrada sob armário do Sr. Rumpel. Junto de enigma...



"Fluindo, suave, à calma mais clara."
"Ao cor. flora a fada iluminada fala..."


F.F.



s.b

???

      
        
        


"Quando
estes
meus
déjà vus déjà vus déjà vus déjà vus déjà vus déjà vus déjà vus déjà vus déjà vus déjà vus déjà vus déjà vus déjà vus déjà vus déjà vus déjà vus déjà vus
irão
parar?"

"Acho
que
disse
isso
umas
1000
vezes..."

Iustrações sobre A Torre Negra

                 



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TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA ENTENDER ESTE "BLOG"

Um pouco do que você precisa saber para ler esse BLOG:


Postagem Original:no link abaixo


http://suzobianco.blogspot.com/2011/03/explicando-o-blog-visualizando-parte-do.html


Sobre As Cores: Poderia dizer muito sobre isso, porém tenho que me conter no foco destas necessárias (ou não) explicações. É bem possível que a maioria saiba muito sobre a Luz. A famosa luz solar que a todos nós ilumina. A bem conhecida luminosidade solar quase totalmente invisível; e só não o é completamente, porque podemos enxergar ou reconhecer uma minúscula fração que chamamos de espectro luminoso. Ou as sete cores. Violeta, anil, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho (e seus tons), o branco luz é a junção delas e o negro a ausência. Esta pequena faixa reconhecível, pelos olhos, da luz solar nos dá a possibilidade de, quando refletidas pela matéria ao nosso redor e bem captadas pelo nosso sistema ocular, ver. Bem... Ver aquilo que nossa mente consegue perceber e conceber, mas isso seria outra história. Dessa maneira, este Blog usa dessa variação do espectro de maneira clara, dando a entender a presença constante desta limitação de nossa captação da luz. Embora possa parecer bonito, o uso das cores sobre o fundo negro, ou escuro, metaforiza a habilidade de nossa mente conceber formas e formular informações, por mais que pareçam de início desconexas, usando apenas uma limitada informação luminosa, ou noção divina ou dê-se o nome que quiserem a essa condição. O importante é que a verdadeira informação sempre nos parece oculta. O que vemos é sempre uma pequena parcela do que, de fato, pode existir no Universo ao nosso redor, em todos os sentidos, conforme o que procuramos saber a respeito dele (ou nós).


Não há enigmas para a curiosidade...


"Os Poemas": Entenda-os ou deixe-os. Qual seria a graça se tivesse que explicar cada um a todos? Podem parecer óbvios, para a maioria, os recursos usados nos poemas e demais textos, mas deve-se levar em consideração a dificuldade de entendimento para outros tantos leitores. Então eis explicações nesses e nestes tópicos. Espero mesmo que facilite a interpretação e a compreensão do blog após esses textos ‘Sobre o Blog’.


Os Desenhos: Nem toda sensação é possível de ser descrita. Não com minha atual habilidade, então, as desenho. Algumas personagens são pertencentes aos meus contos, outras, apenas ilustrações, ou representações, de forças invisíveis, fora da gama de cor visível já citada.

Duendes, fadas e outros seres “mágicos”: Alusão aos tipos diferentes de viventes do mundo. Isso pode incluir desde o(s) humano(s) e sua variada gama de personagens, como animais, plantas e outras formas de vida. Todas possuidoras de divindade consciente, isto é, formas diferentes de manifestação inteligente do cosmo aqui na Terra. São usadas essas nomenclaturas para homenagear as antigas lendas e ao mesmo tempo justificá-las da maneira mais lógica possível. Também serve de crítica à maneira displicente dos "humanos" se julgarem únicas formas inteligentes do planeta. Algo que pessoalmente não acredito. Cada ser com seu grau de percepção e contenção de sabedoria cósmica. Ninguém é mais ou menos que ninguém, o que muda, em minha opinião, é a forma e o tipo, não a importância. E quando digo alguém, ou ninguém, digo me referindo a ‘todos nós viventes da Terra’.




Fim da primeira "explicação".

Próximos assuntos a serem abordados:


Magia.

Religião e crenças.

Cartas Mágicas.

Fábulas.

Inspiração.

Temática.

E mais...


Sobre este Blog – Parte 2


Magia: Existem muitos conceitos sobre o que é Magia. Entretanto deve se considerar um único, pelo menos, ao que diz respeito a esse Blog. Entenda-se por magia toda forma inteligente e lógica de perceber, interpretar, conceber ou manipular qualquer tipo de informação, seja essa visual, textual, social, musical, oral, carnal*... A arte, no caso, em si mesma, concebe-se como um ato mágico, pois se estabelece como força mágica real devido à capacidade dinâmica de transformar uma ideia, ou a subjetividade, em algo absorvível por quase todos por uma estreita interpretação, funcionando como um funil, ou melhor, como um telescópio que com sua combinação de lentes permite acesso a uma gama imensa de informação (ou perspectiva dessa) vista apenas de um ponto minúsculo, isso funciona mesmo aos menos atentos. Isso seria, nesse caso, uma réplica da atitude universal, a de se auto-afirmar real, mesmo em sua aparente caótica 'organização' individual. O ego. Toda concepção e aceitação dessa ideia primária, ou fundamentada em princípios lógicos e antigos impostos (ou não), podem ser consideradas, aqui, magia. A habilidade de se ver, ou se entender, parte da energia universal também é magia. Real e palpável. Para muitos que assim o fazem podem se afirmar possuidores de um campo de proteção mágica, ou círculo arcano. (energia proveniente do Sol). Mas a maioria prefere dar para essa habilidade o nome de ‘conhecimento’, que pode ser específico dependendo do propósito. Exemplo: Para cada tipo de assunto existe uma variada carga de informação, algumas verdadeiras, outras longe disso. Dessa maneira quanto mais conhecimento a respeito de um determinado assunto alguém tiver, maior vai ser o poder de seu círculo de proteção mágica, que repelirá as forças provenientes da ignorância, ou trevas, para os mais “encantados” (matérias de baixa vibração). A luz do conhecimento (também real como sendo parte da mesma luz solar citada antes, porém invisível) é que alimenta, ou dá forma e substância, a esses campos mágicos, como supracitado anteriormente...



Religião e Crenças: Esse Blog não se trata de doutrina religiosa ou de alguma ‘crença’ baseada em mitos. Nem de algum pretencioso e equivocado conceito "científico". O intuito é simples: expandir, compartilhar e desconcentrar conhecimento. Dar a possibilidade para todos de pensar a respeito de tudo. E guiar esses pensamentos e ideias para a Luz. Para a reconstrução do mundo real e livre da escravidão imposta por aqueles que, ironicamente com atos estúpidos e mesquinhos, dizem-se senhores e donos do mundo. Quero com esse Blog, criar um canal de sintonia com todos aqueles que buscam no estudo e na investigação intrínseca a resposta para suas dúvidas. Sem dogmas e preconceitos. Sem justificativas adquiridas, ou impostas, pelos devidos ancestrais (que, na esmagadora maioria das vezes, sem saberem também estão dormindo num mundo de inverdades e enganos). É sabido, pelos sabidos, que quase nada em todas as religiões de massa é sustentável pela lógica-emocional, no entanto, poucos sabem que mesmo assim, essas mesmas religiões e crenças, possuem bases filosóficas autênticas e verdadeiras, ora se não mora aí o poder das mesmas de conquistar o coração da multidão. A questão é: O que procura o indivíduo? Deus? A verdade universal? Riqueza? Respostas? O que ele deseja, é ele mesmo que o deseja? Como poderia um recém-nascido julgar o mundo ao seu redor? E como ele seria capaz de ter ciência de sua prisão se se nascesse em uma titânica cela, uma que possuísse grades, na cabeça de cada criatura complacente da Terra? Bem, isso seria um assunto extenso demais para essa ocasião, então devo me centrar no propósito desse texto, falar somente a respeito da filosofia desse Blog, de maneira mais sucinta possível. Deus possui várias definições, mas iremos considerar ‘Deus’ como sendo o nome dado à inteligência cósmica/universal. Pensando assim, pretendo respeitar e levar em consideração o maior número de concepções religiosas, e filosóficas, possível dentro da minha, ou nossa, capacidade intelectual. Não quero e nem pretendo ofender ou questionar seja qual for a religião ou filosofia científica, pelo contrário, me parece cabível justamente a união sensata dessas ideias humanas. É possível e sensato conceber, ou entender (-se) o Universo/Cosmo de maneira ‘religiosamente científica’, ou, ‘cientificamente religiosa’. Ao mesmo tempo, não sendo nenhuma dessas. Magia? Bruxaria proibida? Não mesmo, creio. Conhecimento antigo, e antigo o bastante para ter tanto conhecimento. Você encontra dois homens sabidamente bondosos, um é velho, o outro uma criança, ambas lhe dizem sobre o mundo todo que conheceu, e como funciona... Você seguiria a quem? A religião antiga não é uma religião, e nem mesmo uma ciência, é um fato. É a transmissão de conhecimento certo. Sem dúvidas ou alegorias. ‘Tudo é luz’, segundo conceitos mais atuais da ciência contemporânea. Também possível de se afirmar o mesmo na maioria dos seguimentos religiosos; ‘Deus é Luz’... Ou a Luz a materialização de sua/Sua ideia, penso eu, e outros comigo. Uma ideia, em minha opinião, completamente concebível e lógica. Sem ferir minha inteligência ou fé. E é sobre esses conceitos que a maioria dos meus textos diz respeito em partes...


Cartas Mágicas: São escritos/textos metafóricos. Cartas do ser interior do escritor destinadas para o ser interior do leitor, ou para um ser imaginário capaz de compreender o lamento. Por isso o pseudônimo Rumplestiltskin (Rumpel)... Algo difícil de ler e compreender, nome, também, de uma personagem de contos de fada. Assim, faço alusão à injusta fama que a magia verdadeira tem no mundo atual, a de algo inexistente e irreal, quase sempre associada a poderes escabrosos e imaginativos como: Levitação, tele-cinese, leitura de mente, previsão do futuro, bolas de fogo expelidas pelas mãos de “bruxos” e “magos”... A variedade é enorme. Isso tudo só tem um único objetivo: Difamar e desacreditar a Magia. Desviar a atenção das pessoas para outros valores, dessa forma, conquistá-las. Quando alguém acredita, por exemplo, no valor monetário de uma moeda corrente, ela está sob o poder mágico daquele mesmo artefato. Explicando: O poder do dinheiro está, e mora, no conceito ou na possibilidade do seu ‘possuidor’ de conseguir o que deseja. O desejo particular, ou comunitário, dá poder ao artefato, isto é, quanto mais moeda um indivíduo tiver, maior a possibilidade de adquirir o que deseja e quanto mais gente acreditar nesse poder, mais ele se torna real. Porém essa lei só funciona se a maioria aceitar o conceito, onde o verdadeiro beneficiado é o produtor, ou mantenedor, do sistema monetário e da ideia do mesmo. Ele mesmo não faz uso dessas regras, seu poder está além do 'poder monetário'. Percebe-se? Ainda falamos de Magia. Real. Verdadeira e ainda presente na vida da maioria das pessoas no mundo inteiro. Por isso prega-se tanto a sua inexistência. As cartas mágicas tratam desse conceito...



Fábulas: A maioria dos textos, ou contos, que produzo usa do recurso fabuloso. A figuração animal das atitudes, ou da perspectiva humana dos fatos, ajuda a transcrever assuntos que seriam mais difíceis de serem abordados de outra forma. É mais fácil admitir semelhança no comportamento do Tio Patinhas (Disney) do que no de Kane (The Citizen Kane – O Cidadão Kane), por exemplo. É claro a dificuldade que podemos ter em assumir nossos defeitos quando nos são apontados ou citados. Por isso o recurso da Fábula.


Fim da segunda "explicação".



Próximos assuntos a serem abordados:


Inspiração.

Temática.

Público Alvo.

“Verdades de Massa”.


...

Sobre este Blog – Parte 3


Inspiração: O que seria de fato isso? A Inspiração. De fato seria a habilidade de criar? Seria mesmo o universo fruto de uma auto-inspiração divina? Pode ser... Por que não? Ou mais: Por que sim? Bem, o fato é: muitos de nós possuímos a prática de usar essa força para re/criar. Porém, dizem os físicos e cientistas; nada se cria ou se perde no universo, tudo se transforma. Foi uma boa dica deles para os inertes. Mas nenhuma novidade para aqueles que, há milhares de anos antes, já viviam esse conceito, antes da 'ciência', propriamente dita, instalara-se no coração de muitos. Aceito essa ideia. A inspiração então, a meu ver, seria uma espécie de autoconhecimento (levando em consideração os conceitos já citados anteriormente) e a habilidade de compartilhar isso. Seria também, em mesmo grau, a habilidade de notar formas variadas de expressar uma determinada ideia. Isto é, uma mesma forma infinitamente copiada em tudo no Cosmo/Universo. ‘Auto-criação e auto-percepção’. Ver a mesma coisa de variadas maneiras. Cada maneira diferente deriva de uma determinada inspiração. Ou conceito original. E essa determinada coisa, também varia, dependendo do conceito ou da nomenclatura. Acredito que ideias são feitas, ou existem, para serem mesmo difundidas, não retidas por um único indivíduo...


Temática: O mundo que se faz Oculto para muitos que o querem assim. Invisível. Se isso é bom ou ruim, não é a questão. A questão é: muitos dos males da humanidade são provenientes da ignorância, da má interpretação do sentimento do Amor e da difamada ou mal usada informação Solar. Exemplo: O Sol não é só uma estrela. O Sol é A Estrela. E Sua Luz nos é fonte de vida (em muitos sentidos), algo que nos possibilita todas nossas divagações sobre tudo. E isso é Divino, e algo que nos possibilita isso, não é menos do que Divino. Ou, Deus em uma forma “individualizada”. Somos diretamente e indiretamente, literalmente e poeticamente, filhos Dele. Somos parte dele, sentimos e existimos com ele. Vestígios estrelar, no caso, fagulhas do Sol em evolução de consciência. Admito, no entanto, como isso pode soar aos ouvidos, ou mente. (dogmática sem perceber) Certo? Como se conceber filho do Sol?

Nota-se? Isso é Magia. A maneira como ver as coisas pode nos levar de um mundo cruel e cinza para um mundo de amor e cores. Todas elas. Entre tanto, infelizmente, isso não nos protege da perversidade daqueles que vagam meio às sombras, ou às trevas. Ainda assim podemos estar sujeitos a ações de indivíduos ignorantes ou malignos. Porém, cada um de nós tem a responsabilidade de combater o escuro engolidor de luz. Ou lutar contra a ignorância e falta de educação, entende-se aqui educação no sentido puro e mais abrangente. Um dos objetivos desse Blog (agora revelado não tão comum assim) é justamente isso. Combater a ignorância e lutar contra a manutenção dessa mesma...

Público Alvo: Esse Blog tem como público alvo todo aquele de mente aberta às novas possibilidades, espíritos inquietos com a dúvida, ou até mesmo, com as aparentes certezas. Isso incluindo a mim mesmo. O ato de compartilhar minhas conjecturas com outras pessoas só aumenta a possibilidade de eu adquirir ainda mais conhecimento. Aprender é pra mim algo prazeroso e viciante. E passar as informações adiante é algo satisfatório e empolgante. Acredito que pra maioria das pessoas é dessa mesma maneira, embora nem todos possuam a paciência necessária para a tarefa. E isso não significa desinteresse, é apenas comodidade, isso sim deve ser combatido, pois quem se acomoda numa ideia se nega a possibilidade de evoluir intelectualmente. Para um bom caçador de informação, tudo, ou quase tudo, é questionável. Aquele que aceita uma informação sem questioná-la é um animal adestrado, não, educado. Imagino eu. Como qualquer músculo nos possibilita, e é feito, para nos permitir a locomoção e articulação, o cérebro também tem seu propósito, e não usá-lo, inteiramente, ou é um erro ou uma desfeita...



“Verdades de Massa”: Esse espaço, que tenho para expressar minhas ideias e conceitos - através de poemas, contos, frases e ilustrações - permite-me tentar desmascarar algumas “verdades” difundidas na população. Exemplo: O Trabalho é algo árduo, mas necessário. Bem, não é bem assim. O trabalho é a ação de produção ou manutenção de algo útil ou funcional, não necessariamente pesado e sofrido, pelo contrário, um trabalho legítimo deve ser feito com entusiasmo e amor pelo feito. Dessa maneira, um determinado médico opera pelo o amor e credibilidade de sua vontade de fazê-lo. Alguém que o faz apenas por pressão financeira, familiar ou social é capaz de esquecer uma tesoura dentro do paciente. Perdoem-me a associação, mas espero que entendam o que quero dizer. Ainda nesse assunto, muitos acreditam que trabalho tem de ser necessariamente algo lucrativo* (considerando os atuais valores difundidos) ou feito em ambiente comunitário e hierárquico. Também uma ideia falsa, e mesmo assim, imensamente difundida. Por quê? Ora, o que seria do Sistema Social contemporâneo se a maioria das pessoas pensasse diferente? Caos. Eis a necessidade de fazer com que todos acreditem na necessidade do salário pago por alguém que se autodenomina Patrão ou Chefe. O triste disso é que essa maneira de pensar impulsiona a pessoa a adotar uma postura agressiva e desonesta, por questão de sobrevivência e ascensão financeira. Isso é um dos vários fatores que disseminam a infelicidade comum. Existem ainda outras muitas, do que chamo: “verdades de massa”. E quase todas elas são difundias pela maioria, ingênua, e implantadas por aqueles que se beneficiam dessa e daquelas ideias.



Quase ficção, neh?


Atenciosamente
Suzo Bianco




Obs.: Alguns textos podem apresentar desacordo com a norma padrão recente da língua portuguesa, entre outras possíveis deformidades estéticas ou ocasionadas pela rápida e informal digitação. Contudo é direito prevenir o leitor ou a leitora de que tais textos foram revisados, porém foi preferível manter alguns possíveis “erros” (segundo a gramática normativa) com o 'intuito' de preservar o caráter poético e efêmero dos textos, sendo esse objetivo mais verdadeiro do que outro que possa envolver os termos e/ou normas da gramática atual. Espero que compreendam e não se assustem, pois tais “verrugas” nessas ‘faces letradas’ não são muitas, e quase sempre imperceptíveis. Um abraço sincero, e meu muito obrigado por ceder um pouco de seu tempo para a poesia e para os poemas de minha autoria.” S.Bianco.


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