quinta-feira, 4 de junho de 2009

Coelho Pastor

Ferreiros do coração me fizeram uma espada, para matar de ardente amor à mãe Gaia. Não o aço do ingênuo estúpido que fere a todos sem condição ou exclusão. Tolo aquele que acredita no mundo das promessas nunca cumpridas. Todos somos perdidas almas nesta terra mal vivida... Acolham-se em vosso braço em ternura não em luta. Formem-se homens e mulheres unidos num ser que luta somente por sua existência. Nem lhe passa à mente idéias de destruição para a construção de um mundo de orgulho, valor material, adorando ídolos e escravizando-se pelas fraquezas da alma. Iluminação da alma é se banhar pelo Sol da tolerância, educação, respeito e honra. É este o conceito de ser Humano, representante intelectual deste planeta, todo resto é mentira. Ou temos mesmo que nos matar para que possamos provar o quão somos fortes? Já não sabemos disso? Apenas pensando podemos provar nossa importância, não há necessidade da fúria corporal. Toda a carne sofre. Toda a carne arde. Toda a carne morre. Causar mais dor, não nos tornará melhor. Toda a gente quer. Toda a gente ama. Fale-se de tudo por amarmo-nos. Tudo é movido pelo Amor. Até mesmo o pior ato de ódio é fruto dele. Não controlado e desafiado, transfigurado na arrogância e no egoísmo. Na intolerância de qualquer tipo. O erro está para nos treinar e nos educar. Amar não é destruir... Mas a dúvida nos tenta, o medo nos move e a verdade é a que fica. Temos tanta ciência de nossa potencialidade que nos tememos. E os mais temerosos tratam logo de se armarem, não de se amarem. E dizem: Que assim seja. Para se contentarem do erro que cometeram, e vêem nisso apenas, a salvação de suas almas, esquecendo-se de que no coração está Deus. Não adianta mentir pra si mesmo. É a mentira mais descarada. Todos sabem disso. No entanto... Temos tanto medo do mundo que, continuamos mentindo mesmo assim. Quem seria eu, no entanto, nada além de um ser humano incompleto? Vou procurar crescer por fora ou por dentro? O que me engrandece como homem está no coração ou no papel? Quem é mais importante para mim? ...disse o Pastor Coelho.

domingo, 31 de maio de 2009

replantar cedo

Um Monte de Letras Miudas

Anjo.
 Hei de falar-me
O que de noite faz?
 Espia-me a falar-te,
Ou só sopra faminto,
 ...a saudade que, do limbo,
 traz?
Não só sinto o pó...
 Vejo-te sozinho em me ver só.
 Escuta-me o pranto
E nem o leva mais?
 Se só perco amando,
 Leva-me para longe,
...do castigo que, de monte,
 faz!
Qual maldade me livrará,
Se mais não a sinto?
 Sonho em ver-me berrar.
 Amando sob a graça,
...da carga que, ao além,
vai!
Não só chora o pó...
Vejo-te também sozinha
Torcendo, por agonia,
 Em me ver só.

s.b.

sábado, 30 de maio de 2009

CANTIGA DE AMIGO (clique aqui para ver no youtube )

" Este vídeo se trata de uma interpretação musical de cantiga galego-medieval, no you tube " Esta cantiga é de autoria de Martim Codax (séc. XIII), crédito de interpretação de Stevie Wishart: É bem interessante, acredite. Ondas do mar de Vigo, se vistes meu amigo? E ai Deus!, se verra cedo? Ondas do mar levado, se vistes meu amado? E ai Deus!, se verra cedo? Se vistes meu amigo, o por que eu sospiro? E ai Deus!, se verra cedo? Se vistes meu amado, por que ei gran coidado? E ai Deus!, se verra cedo? Com este trabalho pode se ter uma boa idéia do que era a Cantiga para o povo daquela época e quão belo eram estes 'poemas' aos ouvidos...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Para me mandar sugestões ou comentários...

...mande-me para o e-mail: suzobianco@hotmail.com

quarta-feira, 20 de maio de 2009

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Salve o "Grande Irmão"

Sabe-se que quando o peito dói é geralmente dor de amor. Nunca haviam me dito que poderia ser angustia também. Minha mãe sempre me disse pra estar atento as mudanças. E eu me preparava, mas não mudava, queria ser eu mesmo. Meu intimo se perturbava com a idéia de ter a alma escravizada. Não havia mais café da manhã nem lanche da tarde. Somente a decepção com minhas intenções imaturas... Pedia pra que eu acordasse para o mundo de verdade. E eu preferia me manter apenas desperto no meu mundo de verdade. Era mesmo complicado descomplicar a maldade e a tortura. Todos pediam bondade e ternura onde isso tudo é defeito. Quem consegue sorrir o tempo inteiro sendo honrado e correto? O que importava mais, a perseverança ou a esperança? Acreditar no que é é mais do que só acreditar... Creio eu. Sabe-se que quando o peito dói a fome aperta... Não queria acreditar que estava preso pelo espírito. Meu corpo poderia ir pra onde quisesse, com tanto que obedecesse as regras. Meu grito entalado está querendo sair, mas isto é proibido. Não farei como meus irmãos que se perdem para o crime. Não farei como meus irmãos que se perdem para o sistema sindical. Não farei como ninguém que perpetua um mundo assim? Engano meu, que acreditei ser livre numa época tão sinistra. Nunca houve antes tanta escravidão no mundo. Nunca antes as pessoas foram tão controladas e aprisionadas. Para sobreviver é preciso, antes de tudo, secar a dor no peito. E para isso é preciso secá-lo bem de toda a esperança. Deixá-lo vazio para tornar a enchê-lo de conveniências. Geralmente produtos oferecidos pela TV e religiões arcaicas. Matar o coração tem sido uma alternativa há séculos. E só hoje fui me dar conta disso... Do por quê. É por isso as doenças, guerras e infelicidades do planeta homem. As pessoas se secam por dentro. Pois se continuarem amando elas morrem de dor. Dor de não conseguirem ter controle sobre suas próprias vidas. Quantos médicos são obrigados a ser o tio da venda? Quantos cantores divinos não trabalham na farmácia? Quantos filósofos não perambulam maltrapilhos e falidos? Quantos juízes não traficam nas favelas? Quantos desenhistas não são humilhados nos muros pela guarda? Somos todos aleijados na alma por um sistema assassino. E bem que minha mãe sempre me dizia, acorde para o mundo... Mas não, eu queria escrever e ilustrar o mundo em que vivia. Mas o mundo em que eu vivia não queria isso de mim... Ela devia ter dito assim: Você não tem alma e não existe. Tudo isso é ilusão de sua cabeça rebelde e apavorada. Não se rebele e obedeça a grande Nova Ordem Mundial. Salve o Grande Irmão!

Virginia (clique aqui para interagir no clipe)

Clipe interativo da cantora Virginia. Vale a pena dar uma olhada... Ah sim. Não se arrependerá.

Poema: O Que Disse a árvore:

terça-feira, 12 de maio de 2009

Carta de um primo

Dia de sol para todos nós às quando-puder-eu-faço, Mirilândia – Prosperandia Ao amável Sr. Rumpelstiltskin Digo olá de cá de longe para tu Caro Rumpel. Com saudade espero visita sua para confabulações mais despertas. Mesmo também talvez, para um verde-espelhado chá matinal. Te ar refrescaria? Espero que sim seja bem dito daí. Embora estas sejam minhas vontades, o que quero mesmo com esta carta é lhe dar notícias de casa e opiniões a lhe enviar. Primeiro minhas gentis e singelas opiniões. Achei, por assim achar, que talvez pudesse ser mais claro aos meus olhos e cabeça sobre o objetivo destes seus textos e comentários esquisitos que figuram seu “blog”, o que quer com isso? Além do mais aos quais também percebi figurações e metáforas demasiadas. Precisava ser assim? E sem ser chato, mas insistente, até inconsistente, quero lhe propor o costume da clareza... Ser mais objetivo. Claro. Repetitivo apenas para certificações. Desculpe por, talvez, estar lhe causando embaraço, já que sei que irá postar esta carta, Duendes não mentem nem omitem respostas se perfeita for a pergunta. Mas não quero lhe somente cutucar, quero lhe afagar com notícias, como bem já lhe disse nesta carta. Fui promovido a Auxiliar de Leitor de Arco-íris aqui na vila. Minha mãe, sua prima, ficou muito feliz comigo. E fiquei feliz também por ela ter se alegrado como meu pai que sorriu luminosamente diante da vó, que me abraçou apertadamente e copiosamente até que o tio Glin a afastou para poder me dar um belíssimo aperto de mão sagrado, herdado como bem sabe, do vô, seu tio, o ancião mais amado depois de Anselmo, padrasto afastado de Amélialina minha mãe, que também estava aqui... Só as congratulações suas é que me faltam. Do mais quero lhe cumprimentar e parabenizar pela fidelidade ao povo, nunca se esquecera de quem é. Logo vejo! Como todos já comentam na vila... E notas sobre os Homens são de grande utilidade para nós daqui que vivemos além do portal... Aproveitando a chance do contato, queria também tirar uma dúvida contigo. É verdade que os homens não choram e que eles possuem coração de verdade? Vários abraços do seu primo Dispistiliken Antrovínio. Obs.: A Minha mãe está lhe enviando Mill beijos.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

pensamento

"Nossa vida é a poesia do poema que somos." s.b.

Eu vou ser breve, juro!

Eu vou ser breve. Como conviver com a dúvida, com a incerteza do futuro? É mesmo tão incômoda? Mesmo tendo a vista, a todo o momento, as circunstancias que nos cercam com as quais poderíamos usar para prever nossas ações para curto, médio ou longo prazo, ignoramo-las para inventar um amanhã misericordioso e afetuoso geralmente fantasioso. Não? Não suportamos as turbulências esporádicas do nosso ser e no modo de ser por causa do que queremos? E também devido a tais circunstâncias não procuramos justificar nossas atitudes e sonhos com nossos atos? Ora, por que temos que justificar nosso ser? Quem nesta Terra seria maior ou melhor que o ser humano para responder estas questões? No que estamos nos transformando? Eu vou ser breve. O futuro é moldável de acordo com o poder que se tem de arquitetar o presente. O que fazemos sempre nos parecerá imaturo quando maduro formos. Natural e lógico mediante ao fato que todos nós estamos em constante evolução. Então, por que temer o futuro? Não há o que temer, a não ser, que se tema a si próprio. Não teríamos confiança em ser o que somos? Muitos não... Como falar de futuro se tudo é tão óbvio? Só alcança o sonho aquele que sonha, aquele que por segurança procura manter o pé no chão, não toca o céu. Mas só no céu pode haver estrelas, não...? Eu vou ser breve. Fazemos planos mesmo sabendo que não adiantarão em nada, ainda assim existem aqueles que acreditam mesmo possuir a métrica do que ainda não aconteceu, ou daquilo que está para acontecer... Ainda há aqueles que usam o fracasso pessoal para desacreditar no sucesso alheio atrapalhando o amigo ou amiga. Inventar um futuro próspero e livre dos demônios do presente é um sonho sim, mas um devaneio forte que nos rege e nos guia para além do purgatório. É nossa esperança, nosso exilir da força e da perseverança. Isso é errado? Eu vou ser breve. Ainda assim temos que ouvir negações aos nossos pontos de vista. Não faz sentido, pois, a verdade sobre uma vida só se encontra nesta mesma vida, nunca fora dela. Só o vivente pode saber sobre sua própria vida e realidade... Cada planeta sua atmosfera por mais que o universo seja o mesmo. Ninguém precisa aprovar nossos atos para que possamos nos sentir mais seguros. Besteira... Conselhos são dados por aqueles que conselhos querem. Se puder andar, eu ando. Se puder falar, falo. Se puder pensar, penso... Isto é o que devemos fazer, e com estes feitos, moldar nossa vida de lembranças para nosso futuro. Fazer o que pudermos para alcançar o que conseguirmos. Nada além. Somos o que somos e temos o que temos. Eu vou ser breve. Juro. No entanto, ainda, é que nos confunde justamente, nossos sonhos. O ser humano é o que é, ou aquilo que pretende ser? Nós somos o que a natureza nos fez ou aquilo que tentamos convencer uns aos outros...? Sinceridade? A resposta está ao nosso redor, resultados de nossos atos, estes mesmos atos que tentamos justificar por causa destes mesmos sonhos... Não há algo de errado nisso? Chamaremos agora um “gato” psicólogo para tratar de um “gato” louco... Isso faz sentido? Acho que a resposta é óbvia. Eu vou ser breve. O futuro é só suposição, o presente não existe, pois o passado o engole sempre sem nos deixar nada além de lembranças. Entendemos isso? Sim, e entendemos muito bem, creio eu, porque por mais inteligentes ou estúpidos possamos ser, ainda sim, fazemos a única coisa que nos é possível. Sonhamos... E, além disso, o que importa minha opinião de qualquer forma? Para mim ou para qualquer um... Eu vou ser breve. suzo bianco

sábado, 2 de maio de 2009

O Ilusionista do Pé Pequeno

"No futuro será falado sobre ele..."

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Novo texto

Passagem


O menino cria caso com a existência e resolve nascer.
O menino chora assim que a luz o atinge a pele.
E apela para o berro e o abraço.
E nem sabia que aquele berro seria pra sempre.
O menino cresce um pouco e mais um pouco quer.
O menino acha que tudo passa bem além da conta.
E apela para o sorriso e o abraço.
E nem sabia que aquele sorriso seria pra sempre.
O menino então dança na corda da vida e brinca.
O menino acredita estar com todos, junto estaria.
E apela para a fala e o abraço.
E nem sabia que aquela fala seria pra sempre.
O menino inventa seu mundo pros pais o notarem.
O menino aprende e espalha sua dúvidas inocentes.
E apela para o ouvido e o abraço.
E nem sabia que aqueles sons seriam pra sempre
O menino se junta às loucuras e descobre a dos outros.
O menino entende que todos estão loucos e sorri.
E apela para a astúcia e o abraço.
E nem sabia que aquela habilidade seria pra sempre.
O menino cresce ainda mais e se depara com a idade.
O menino então ri de si mesmo e obedece o Tempo.
E apela para o berro, novamente, como há tempos,
Não pararia de crescer?
E por suar os anos inteiros parou de sorrir...

O jovem despertou e quis voltar para os sonhos.
O jovem dormia e percebia que a tempos vivia,
E apela para a rebeldia e o embaraço.
E nem mesmo sabia que aquela revolta seria pra sempre.
O jovem falava de si mesmo como um Cowboy.
O jovem nem mesmo gostava de vacas,
E apela para a mentira e o embaraço.
E nem mesmo sabia que aquela inverdade seria para sempre.
O jovem vê o Amor e o Ódio duelarem pelas almas
O jovem quer ser, mesmo sem saber o quê, pra esquecer,
E apela para a ideologia e o embaraço.
E nem mesmo sabia que aquela idéia seria para sempre.
O jovem chora todo dia por lembrar-se de sonhar só à noite.
O jovem quer mesmo ser mais homem, é verdade,
E apela para o sonho e o embaraço.
E nem mesmo sabia que aquele sonho seria pra sempre.
O jovem fazia tudo pra agradar e desagradava mesmo assim
O jovem nem cogitava mudar de partido pelo seu bem,
E apelava para o discurso e o embaraço.
E nem mesmo sabia que aquelas palavras seriam pra sempre.
O jovem se lembrava da morte em vida.
O jovem mesmo assim não acreditava ou queria,
E apelava para a tristeza e o embaraço.
E nem mesmo sabia que aquela tristeza seria pra sempre.
O jovem então pára de chorar e morre para o homem.
O jovem então está maduro e cai da árvore do mundo para o chão.
E apela para o berro, novamente, como há tempos,
Não pararia de crescer?
E por parar de sorrir começou a caminhar além da mata...

O homem então balança a cabeça como num despertar.
O homem fala de si mesmo para os animais a gargalhar.
E apela para o desdém e o medo.
E nem queria saber que aquele relaxo seria pra sempre.
O homem esconde seu amor e ódio no coração.
O homem rasteja entre os becos como um bicho do mato.
E apela para a covardia e o medo.
E nem queria saber que aquela desonra seria pra sempre.
O homem não se perdoa e por isso se maltrata.
O homem não assume suas saudades infantis.
E apela para o segredo e o medo.
E nem queria saber que aquele mistério seria pra sempre.
O homem planta e escreve sobre seus desastres.
O homem viaja e reflete a sujeira de sua mente.
E apela para o dinheiro e o medo.
E nem queria saber que aquele relativo valor seria pra sempre.
O homem se multiplica em miúdos e se une.
O homem espalha sua semente e mente para valorizar.
E apela para a graça e o medo.
E nem queria saber que aquela farsa seria para sempre.
O homem então pensa de verdade e reage.
O homem vai com suas penas pelo céu de tempestades.
E apela para a magia e o medo.
E nem queria saber, aquele encanto seria pra sempre.
O homem descobre estar doente como sua casa.
O homem descobre que tudo está adoecendo por causa dele.
E apela para a filantropia e o medo.
E nem queria saber que aquela bondade seria pra sempre.
O homem então se percebe melhor em fim.
O homem alcança realmente o homem que esperava ser.
E apela para o berro, novamente, como há tempos,
Não pararia de crescer?
E caminhando além da mata do desconhecido passou a conhecer...

O velho então sorriu pra todos e disse atrapalhado:
“O velho está morrendo desde que nasceu meu caro!”
E apela para a chacota e a sabedoria.
E nem mesmo desconfiava que, aquela gozação, seria pra sempre.
O velho canta com os pássaros e brinca com os cães.
O velho inveja os gatos e gosta dos porcos.
E apela para o contato e a sabedoria.
E nem mesmo desconfiava que, aquela curiosidade, seria pra sempre.
O velho volta a dormir para aliviar os músculos e sonha.
O velho cria outros mundos como criança e gosta.
E apela para a senilidade e a sabedoria.
E nem mesmo desconfiava que, aquela loucura, seria pra sempre.
O velho jura para todos que viveu bem apesar dos pesares.
O velho se livra do Amor e do Ódio e atua pra tudo.
E apela para a particularidade e a sabedoria.
E nem mesmo desconfiava que, aquela distinção, seria pra sempre.
O velho vive tudo de novo, e tudo de novo pensa.
O velho volta pra floresta da ignorância diante das novidades.
E apela para a experiência e a sabedoria.
E nem mesmo desconfiava que, aquela lenda, seria pra sempre.
O velho chega junto, mas ausente de idéias foge.
O velho não se entende mais e surta com as improbabilidades.
E apela para a calma e a sabedoria.
E nem mesmo desconfiava que, aquela serenidade, seria pra sempre.
O velho inverte seus princípios e torna a dormir intensamente.
O velho já não quer acordar porque nada mais entende...
E apela para a veracidade e a sabedoria.
E nem mesmo desconfiava que, aquele veredicto, seria para sempre.
O velho já começa desconfiar de alguma coisa e resolve não acordar.
O velho já era criança outra vez e queria pra terra voltar.
E apela para a epifania e a sabedoria.
E nem mesmo desconfiava que, aquela sensação, seria pra sempre.
O velho então entende que de repente agente entende.
O velho se mete em nada por nada ter sido quando gente.
E apela para o berro, novamente, como há tempos,
Não pararia de crescer?
E passou a conhecer o que estava a ser antes e depois da passagem.



Suzo Bianco

quinta-feira, 30 de abril de 2009

PELE VERDE

Olá mais uma vez aos que acompanham os relatos do duende, logo mais estarão publicado aqui os comentários daqueles que me enviaram... Mas esta notícia trata mesmo do pré-visto lançamento de um documentário sobre o povo da floresta, não os originais – claro – e sim os que representam a Grande Mãe Gaia entre os homens, os que caminham - suave como todo Povo Mágico deve bem saber. A reportagem parece bem feita, deve tratar do modo de vida desta gente que é retratada em seu habitat. E oportunamente chamada, como no título das filmagens, de Pele Verde. Coincidência ou não, parece ter sido produzido pelos homens num momento pertinente as causas da Terra, e intitulado de maneira convincente. O que nos resta é esperar para dar uma bisbilhotada neste documentário e averiguar se estamos de acordo... Não seria mesmo? Então deixo neste lugar a marca que o guiará para o vídeo promocional do Pele Verde no tal “you tube”: http://www.youtube.com/watch?v=FyLGnI1ucLM Quem sabe nós não o vejamos por aí? Ver o quê? Até...!

terça-feira, 28 de abril de 2009

REVISÃO

"Não que não possam ser lidos, mas os textos deste blog estão em revisão...;-)"

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Contos de Fada - RUMPELSTILTSKIN

"Para quem não se lembra, existe um conto de fadas sobre o Senhor Rumpelstiltskin, uma fase ruim de sua indole...mas vale a pena assistir, caso queiram matar saudade..."

TOY ART É VIDA DE PANO

Clique na figura abaixo, Monstro Azul, para seguir para o site de fotos da Bebop Toy Art
" Incríveis bonecos de pano confeccionados pelo artísta Shanon Bebop estão a disposição daqueles que queiram presentear suas crianças com lindos brinquedos de pelúcia... Crianças estas; aquelas que guardamos dentro de nós ou aquelas que por ventura vieram a ser nossos filhos, sobrinhos etc. De qualquer forma vale a pena dar uma olhada no fantástico mundo dos Toy Art Bebop."

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Para Contato com O Mundo Escondido

“Para aqueles que queiram mandar opiniões, sugestões ou críticas... O e-mail é: Suzobianco@hotmail.com até + ver”

O MONSTRO BRANCO

domingo, 19 de abril de 2009

"Conto"

O Menino do Trilho e o Corvo
É bem estranho este mundo onde a história de um menino que falou com um corvo, e nunca mais foi o mesmo depois disso, aconteceu. Num entardecer do campo além dos flancos das montanhas verdes. O menino do trilho acordou. Ainda com sono cedinho levantou. Pois onde mora o céu ainda não caiu. É belo e passivo por onde se olha, até quando venta bem aparenta. Quando chove o povo recolhe, mas plantas sorriem molhadas, não tristes. Então o guri se ruma pra plantação, além da de feijão, não antes de comer um pão. Com margarina e queijo branco, feito enrolado no pano com carinho e mimo, daquele distante primo Feijó. Apressado percorre o caminho ralado, cruza o riacho, escorre do barranco no fundo do campo, e persegue seu rumo frente em perdido e desenfreado passo. No meio do mato. Lá seguia ele rente aos pássaros ali parados, empolgados somente nos olhos, seguindo o menino empertigado correndo logo ali ao lado. "Sem percebê-los, só um simples lampejo, de que viviam tão perto". Menino esperto. Vendo de tão perto, seguia direto, sem mudar trajeto pra além da linha da plantação. Mas já ali do lado, por cima do mato, plainava um animal. Tão ligeiro e esperto como menino outro qualquer, talvez mais esperto até do que tio Mané, que se foi ano passado sem ter visto tal pássaro, pois se não iria gostar. Além, também, da imaginação do menino, o corvo sabia de sua intenção. Prendê-lo talvez? Por maldade ou por pura paixão. Por aves como ele, falavam bonito, sem pudor ou razão. Então o garoto embrenhou-se no mato, além das folhas opacas de poeira da roça, alcançou o pássaro. Quase como mágica ali chegou. Parou. E o corvo, avistou. Prosseguiu devagar. Parou ali. -Sei que você fala! – Apontou o garoto pro bicho. – Sei disso porque sonhei isso! Sonhei assim, esses dias, que viria você aqui. Desse mesmo jeito aí. Olhando pra mim, me menosprezando o olhar. Curvado e parado, dizendo palavra alguma de inicio, mas girando e me ouvindo. Atento e até crendo que poderia seguir. Sem dar bola pra mim. Assim que sair, vai-me ver atento em você, estarei ainda aqui. Então o corvo olhou para trás, sem pensar no que fazia direito, notou o intento do guri, sem mesmo partir, e se perdeu no começo. Achou até mesmo hilário o processo passado que o colocara ali. Do menino ousado, pros seus olhos vidrados, a lhe sorrir. - O que quer de mim guri? – Resolveu o corvo afoito. - Só trocar palavras, de certo modo, sobre que sonhei. Sobre você da habilidade da fala, vim aqui conferir. Pois não acreditava que corvo conversava, com língua de gralha, várias mensagens de outras paragens e até as daqui... – Apontou pro peito, pro próprio meio do macacão. Onde batia o coração. – Sonhei que você, que mesmo sem saber ler, pode ouvir emoção no tom do perdão ou das coisas como são. Com muita razão corri até aqui no mato, além da minha fazenda que você acalenta com seu bicão... Nunca reclamei de sua intromissão. Pra lá do portão de minha casa, quase dentro da sala, assustando o cão... - Então é só por isso que veio? – O corvo indignou-se. – Que me incomoda logo cedo? Nunca lhe importunei, só ali perto voei, perseguindo minha existência que até pouco se referia com tão pouco caso. Falando besteira sem olhar direito pro mundo além da cerca. Tome cuidado comigo, até por menos que isso já me deixaram irado e sem olhar pros lados, os olhos arranquei do último atrevido pirralho que capturei. - Calma se mal lhe referi, só vim aqui pra lhe ouvir porque isso me encanta. Não me importo, quis dizer, com sua presença por perto, só não sou muito esperto pra saber lhe dizer. Falo tudo engraçado, me enrolo nas línguas, mal conheço a vida, o que dizer da magia? Não me deixe avexado assim porque vim aqui lhe sorrir, conversar somente, coisa da gente que espera tanto lhe ver. Senhor corvo, por favor, me dê condolências, pois lhe tenho crença que possa me ajudar a entender meu mundo. - Como é tolo garoto atrapalhado, bem um bocado. Deixe disso! – Mudou completamente o semblante emotivo, o corvo. – Não quero ser bravo ou mal educado com você, mas fujo dos homens, não sei quem são vocês. Um dia talvez. Mas não hoje, nem amanhã. E me assustam seus atos. Contraditórios. Amam tanto a Terra que a querem só pra vocês. Sem dividir, e ainda usufruir, sem a ninguém pedir. Muitos se calam, outros já falam de como tratá-la, mas mesmo assim só destruir bem é que sabem. Tenho medo de você. E medo de tudo hoje em dia... “Só lhe falo agora porque sei ler o futuro, e nele sem furo, posso me valer que disso não contará a ninguém. Que não vejo mais você, meu jovem, que o amanhã não verá, posso falar, mas nunca o que deveria saber...” Vai me dizer que disso não sabia? - Sim sabia... Pelo sonho... - Pois saiba também que sem ver o trem, você vai partir do seu mundo pra outro, sem nem ver o conforto da paz lhe cobrir. O menino então se deu conta que uma regra havia quebrado, logo de cara, que era dar a cara e seu próprio nariz para o soco da vida que, de verdade e magia, sabia bastante. E lhe estava acertando direto na falha de suas razões. Não achava mesmo que aquele corvo existisse, mesmo assim o procurou. Não queria que seu sonho se repetisse e a si mesmo no momento disse: “Duvido mesmo que este corvo fale de verdade!” E o corvo foi achado como se num retrato do sonho, meio assombrado, e até ali nem se lembrava do que o havia afetado e lhe acordado. Lembrou-se também que sem ver ninguém, seguiu até ali, descalço mesmo, dedo na terra até o meio do mato. Onde teve a visão de conversar com o corvo, assombroso e mágico. O sonho já se repetia. Meio alarmado da consciência tomada lembrou do que realmente queria, pro pássaro, perguntar. Mas sem tempo de falar não conseguiu controlar, chegou logo, rápido, do mesmo jeito do sonho se pôs atrás do pássaro negro. Fez-lhe a acusação! Logo se deu de repente, que foi justo por isso, que o corvo se zangara e a maldição lhe atirara... No sonho. E agora! Acordou logo cedo pra não esquecer o lugar que esteve a sonhar. Não queria deixar de lembrar do que queria perguntar pro corvo. “Você estava mesmo no meu sonho?” E só assim daria inicio a palestra. Mas saiu tudo errado, foi atrapalhado, chegou abusado, falando agitado. Depois da consciência da burrada, mesmo no sonho teve esta idéia, de sair dali ainda bem, mesmo sabendo o que vinha pelo fim da trilha do devaneio. Assim veio desbancando o próprio destino, e ao pássaro sorrindo o desafiara, mesmo após a balela fala da entrada. Se vendo sem saída, tentando voltar pro passado. Coitado. Tomou coragem e, mesmo depois das maldições, berrou: -Eu não acredito em você! – Gritou também acordado, não só no quarto, como agora com o pássaro. Desesperado, com a verdade e mentira ali misturadas lhe desafiando a mente... Os corvos de fato só contam a verdade, mas os pássaros não deveria falar. E ele sonhara com aquilo, logo iria acordar... “Mas como se já estou desperto?” Pensou: “Se os corvos não falam, este não está falando, é só minha imaginação. Por tanto sua maldição é inválida, nasceu fracassada a ser cumprir.” Lembrava bem que no sonho, acordava bem ali, logo após gritar pela segunda vez... – Eu não acredito em você! – E então corvo se desfez na relva. Como no sonho, numa magia, talvez. O garoto se aliviou, correu de volta de pronto, assustado e em pranto. Até esquecendo o reto, torto eufórico como o vento deu-se na linha de ferro num susto, tropeçou num barulho e a cabeça bateu. É verdade, como podia ter se desorientado toda a via, o trilho era bem perto da própria guia do mato que seguia. Nem se prestou naquele trem, que o acertou logo, machucando, ali bem de lado, arrastando-o pra baixo das sombras da maquinaria. De longe o corvo a cena avistou... e antes disso, já daquilo sabia, porque do futuro bem via o que lhe deixava arrasado. Por isso se afastava de tudo e de todos, pois aqueles pobres tolos que ao corvo sempre ouviam logo morriam. Nunca dava tempo de avisar o coitado de sua própria sina. Um homem malvado que lhe seguiu o rastro e lhe pusera aquela magia. Agora onde suas asas batiam, tinham que ser longe da curiosidade dos leigos. Que notavam apenas a si mesmos. Sempre do mesmo jeito, até o dia da partida. O corvo logo voou. Pra longe do sonho de morte que o fantasma trazia. E era. O menino curioso com o sonho da própria morte vinda. Um penado... Mas suas penas levariam ainda por muitos anos a lembrança da tal alma perdida. Suzo Bianco 19/04/09

sábado, 18 de abril de 2009

Para se ter a idéia é preciso pensar E para pensar é necessária a idéia. Tudo gira
S.B.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Spock e Bilbo Bolseiro

“Spock” Canta Balada de Bilbo Bolseiro “Ora ora, quebrem a porta, veja agora que 'furo de reportagem' do Rumpelstiltskin News” O ator do povo que se infiltrou anos atrás no mundo dos homens, "Leonard Nimoy", qual interpretava o alienígena Spock na série humana Jornadas nas Estrelas, canta sobre o Hobbit Bilbo Bolseiro...” Só pela curiosidade:

Juventude e a Música do Norte

“Na aldeia não se fala de outra coisa” Diz Eüdullin de Passo Curto –Mirinlândia. “As minhas primas e os meus primos só escutam estes caras!” Fala-se do Sigur Ros... Pois bem, aí esta a dica do duende de 117 anos que ouviu falar a pouco tempo, isto é, apenas 10 anos, da banda musical do Norte... Apesar de ser um grupo humano, o duende como todo adolescente, está encantado com o mundo de fantasia humana. Seus amigos e quase toda população jovem de Passo Curto andam procurando sons diferentes aos de sua região, e estão dando preferência aos músicos do Norte. “Por que esta juventude não está dando mais valor ao produto da terra? Estão menosprezando o bom e velho Puxadinho-de-Mel?” Pergunta o Senhor Macuní de 706 anos. Para quem não conhece o tal do Puxadinho, é um ritmo dançante embalado ao som de sanfonas empolgadas acompanhadas por belas flautas e gaitas muito apreciado pelos nativos mais maduros. Julga-se com olhos desconfiados toda esta cultura dos Homens do Norte. Alguns ainda dizem, segundo o Senhor Macuní, que a perda dos velhos costumes coloca em risco toda uma cultura autêntica dos duendes. Homens não poderiam influenciar o povo das folhas verdes. Ainda segundo o velho morador da aldeia, os jovens parecem distanciar dos valores reais... Já para o plantador de Satura, Vandelin de 276 anos, “...é bem vinda toda a forma de arte, seja lá de quem for, com tanto que venha para o bem...” Parece que nem toda a gente vê com tais olhos amendoados a mania dos jovens. Com tanta coisa pra se escutar, os jovens não estão mais participando das festas comunitárias alegando pré-conceito, e com isso deixando a população de mães, pais e avós preocupados com tanta rebeldia. O que há com nossos garotos? Como o psicólogo da primeira idade prega - o que estuda o jovem dos primeiros meses de vida até os 100 anos– “É natural tal curiosidade por outras formas de cultura e comunicação da parte desta juventude. Não querem nos provocar, somente querem achar uma identidade única que os represente diante do mundo. E isso é de certa forma saudável. Para todos nós. Qualquer vivencia em comum com constantes diferenças culturais, nos deixam mais atentos e maleáveis para o mundo sensível.” Pois então fica aqui a clara documentação dos velhos costumes em atrito com costumes novos. E neste atrito dará forma a nova geração que comandará nosso mundo. Vamos nos preparar para o pior? Claro que não. Em nossas mãos está a educação que eles precisam, não para moldá-los ao nosso modo, mas para guiá-los longe do nosso próprio pré-conceito e infelicidade, assim estaremos dando não só a chance deles serem amáveis e justos, como também nos transformando, para melhor nos adaptarmo-nos ao inevitável e bem vindo mundo novo. Tenham uma maravilhosa experiência de vida povo mágico. Uma das referentes bandas do Norte está Sigür Rós caso queiram pesquisar. http://www.youtube.com/watch?v=_EyI4p0yjDQ

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Sobre o Vampiro






“Senhor Rumpelstiltskin tem entre sua coleção de relatos alguns textos sobre os tipos que vivem em seu mundo...”

O Vampiro

O que falar de um Vampiro se ele é um dos seres mais lendários em todo mundo.
Todos já ouviram falar destes sugadores que vivem nas sombras... Estranho uma lenda ser tão viva assim, mesmo tratando-se de um morto, embora não concorde que o sejam de fato, como os zumbis. Os vampiros não estão mortos, mas agem como se já estivessem, isso sim... No entanto apelam em dizer que Já estão mortos, desde que nasceram estão destinados a morrer... Ora, isso todos nós. Bem se fala muito disso, só que poucos sabem do que um vampiro é capaz ou não... Isto é um dos primeiros fatos.
· A lenda protege a presa; isto é, o mito de que estes vampiros não existem, por si, é um mito.
· Vampiros são bonitos aos olhos tolos; hm... Alguns dizem muito isso... Hm...
· Vampiros dependem sempre de um terceiro pra sobreviver...

Todos devem saber também que vampiros são poderosos em sua teia de informação.
São habilidosos em se fazerem ouvir sem que sejam descobertos.
São maus? Muitos sim... Um conto exemplifica isso...

“Nas sombras do conhecimento dos duendes há outro mundo. Lá onde os monstros existem de fato e interferem na vida. Na Vida. Em tudo que se possa por os olhos.
Eles deslizam entre os becos de sociedades secretas e ricas, influenciando todos a sua volta, convencendo a todos de que o mundo é melhor se apenas um número restrito de homens pudessem viver realmente bem. Com luxo, riqueza, saúde e poder... Os restos lhes serviriam de massa escrava...
Um rei famoso dum reino ao norte subiu ao trono com a promessa de tirar seu povo do Cataclismo. Ele foi recebido bem por onde apareceu do caminho que traçou até chegar ao Castelo Branco, pois só se pode conhecer do homem aquilo que se consegue conceber dele. É o que dizem nosso povo...
No entanto quando ele recebeu a coroa de prata de North, se deparou com um mundo até então obscuro para ele.
De noite, logo após a coroação, um Vampiro apareceu na torre, subiu as escadas mais longas do castelo até se plantar de pé, ao lado da cama do rei.
- Acorde novo rei! – Exclamou em alto som o monstro. – Acorde ou comerei suas entranhas...
Assustado o rei se levantou. Por impulso se jogou por trás da cama e ali ficou.
- Tem medo de mim que vim aqui a lhe sorte sorrir? – Perguntou o invasor.
-Vá embora monstro, não me faça mal e aos meus! – Disse num ímpeto de uma coragem questionável o rei ainda apavorado. – Vá de reto que daqui protesto!
-Ah ah ah ah ah ah ah ah! – Gargalhou com vontade o Vampiro. – Pois fique sabendo que se não me ouvir terei que por outro rei no seu lugar, como fiz com o último!
- Como assim? – Perguntou o rei ficando mais intrigado do que com medo. – Por outro no meu lugar como fez com o outro?
Percebendo que o rei não era tão esperto quanto pensava ser, resolveu agir:
- Eu sou o verdadeiro soberano deste reino e de ainda vários outros!
- Impossível! – Disse inseguro. Já tinha ouvido falar de vampiros, mas custava acreditar que eles eram de verdade. – Como pode uma tão viu criatura controlar este reino, e ainda outros?! – Coragem repentina para um sorriso debochado. – E ainda vários outros? Eu só posso estar tendo um sonho ruim...
- Esta é a vontade da sua mente reprimida e limitada, pois saiba que o mundo é maior do que aquele em que acredita conhecer tão bem. – Desdenhou. – Típico comportamento do Homem, que se julga tão inteligente e se deixa controlar tão facilmente por aqueles que os querem quadrúpedes como os cavalos.
-Como ousa falar assim com o Grande Rei das terras do Norte? – A ousadia e o orgulho davam esta coragem repentina ao pobre tolo.
- Rei? – Tornou a gargalhar. – Rei do quê? Ora se agora mesmo lhe disse que Eu quem sou o todo soberano destas terras!? E pra lhe provar isso vou lhe fazer uma pergunta... Que te fará pensar... “Que terra é essa que deixa seus filhos se matarem em nome do pecado? Mais próxima do céu ou do inferno que lhe rascunha?”
- Está falando daqui mesmo! – Respondeu de prontidão reconhecendo a astúcia do inimigo, mas não se deixando levar pelas artimanhas do vampiro. – Isto não significa nada!
- Significa sim. – O vampiro se aproximou ainda mais do rei e lhe pousou as mãos frias nos ombros tensos do homem. – Você é o tal Rei deste mundo tão viu?
Os olhos do Rei compreenderam então. Mesmo ele carregando o estandarte do reinado, o mundo estava do jeito que aquele monstro descrevera. Não podia ser, mas era. Então falou:
- Sou eu o Rei, e por isso estou aqui...
- Para me combater?
- Para combater o mal que você faz...
- Eu? Nunca lhe disse que sou eu o causador destas pestes se matarem... Sou apenas aquele que vive bem graças ao modo ridículo de vida de vocês mesmos. Não preciso mais caçar bolsas-de-sangue ambulantes, elas vêm até mim. Fácil. Pois estão preocupadas demais em ter carros, roupas de grife, aparelhos eletrônicos, e todo o resto dos confortáveis modos de se ignorar o mundo... Eu apenas vivo aqui, nas sombras, vendo e esperando o que mais de besteira vem pela frente, e quanto sangue vou poder beber assim que se cansarem. Seu antigo Rei era um assassino, e você é um mentiroso... Sei bem como chegou até aqui... Família importante, riquezas, saúde bem paga, contatos bons, interesses em comum e a completa indiferença para seus semelhantes que não tiveram a mesma sorte. Ah sim! Sei bem como é isso... – O Rei ficava mudo diante daquelas verdades tão particulares, como aquela criatura podia saber dele tão bem assim? – Te guardo e aos seus, pois são meu sustento. Preciso do ódio que alimentam contra o mundo que me aprisiona nestas sombras. E ajudo vocês gananciosos a obterem todo o ouro que precisam ter para acalmar a alma suja que grita dentro de seus respectivos corações. Frios. E só o calor da guerra lhe esquenta não é mesmo?
Inicialmente veio o ódio diante da impotência. Fazer o que contra aquelas verdades tão displicentemente jogadas em sua cara? Odiar... Sim. Era um homem e um rei, dos reinos do tão temido e importante Norte. Agora ali, temeroso e afrontado por algo que julgava nem se quer existir.
Com o tempo o Vampiro visitou com freqüência o dormitório do Rei do Norte, e com este mesmo tempo, a criatura dominou o coração frágil do rei lhe colocando sob total domínio.
Sendo assim, as terras do Norte continuaram sendo o centro do mundo. De um mundo onde a guerra alimentava a máquina da sobrevivência de monstros incontáveis, e aprisionavam uma raça inteira em troca de um luxo questionável...
Mas bem feito para eles, como dizem nosso povo, bem feito aos Homens que se corrompem tão facilmente. Se vender por ouro? Como os duendes antigos e estúpidos? Não sobrevivemos por causa disso... Não senhor. E por isso somos diferentes destes vampiros que se escondem na sombra do poder dos Reis.
Paz e esperança é o que desejo, pois precisamos mesmo.”



suzo bianco

Novos achados da Caixa do Sr. Rumpelstiltskin

“Mais do diário daquele que guarda nas mentiras todas suas verdades Daquele egoísta universal, que sem sal, declama suas loucuras... Tão veemente que do demente aparente se faz eminente. Sua comunicação embutida na façanha de embrenhar nas letras As personagens aparentes dos decorrentes presentes no presente. São mais achados esporádicos que se acham na caixa no chão... Então que os seres se expliquem e conversem com você, Neste link: http://suzobianco2.blogspot.com/ entende?
Até + ver"

sábado, 21 de março de 2009

Tempo Vencido

Tendo tocado-me vívido e amargo, Solitário de feitos, vi meu armário... Passei do amasso, logo ao embaraço De todo o opaco e tragado passado! Nem me passava o amar-me em impasse. Amava-me assim e em mim sem milagre. Fazia e faria se fizesse tão bem. Nem me vem se não tem, se soubesse, também... Mesmo cansado me parto ao borrão... De cacos montados desde passados. Fracassos, vencidos de tanta questão, Que me marco - me faço - tamanha atenção... Eis vendo a questão do tempo perdido... Ou tempo ganhado, logo vencido? Se me tenho esperto, me sou um coitado? Ou mais um “sabido” no mundo e perdido?

quarta-feira, 11 de março de 2009

Vida nossa, missão feita.

O que é a vida diante da realidade?
Poderia alguém, um dia, confabular com os deuses e saber da verdade oculta?
Então poderíamos todos supor que sabemos o que é a vida além dela mesma? O universo ainda se expande, e nós expandimos com ele...
O universo ainda explode e nós explodimos com ele...
O universo consiste em tudo e nós inclusos.
Não só estamos como o formamos em parte, por toda a parte neste mesmo universo.
Que não nos cerca, mas nos expande.
Então, a grande explosão ainda ecoa, e somos seu barulho, sua luz, sua evolução, sua energia e consciência. E quando digo nós, digo tudo.
A vida é a exclamação de uma sabedoria única e igual, em sua natureza, em toda a parte.
Como a semelhança entre as estrelas aos nossos olhos é o que as difere para nós, as vidas entre as vidas está em mesma proporção e concepção. Questão de espaço e tempo, intensidade e consciência, no entanto todas são estrelas, como toda vida é vida.
A realidade é o que dá e liga a esta consciência universal. Do que está, do que foi e do que está por vir. Tudo está acontecendo como uma explosão. Uma exclamação física imersa do vazio do nada. Eis que o silêncio se cala pra ouvir o som da razão. Do nada sendo algo e por sua vez tornando-se tudo. E ainda gritamos pra nós mesmos: Onde está Deus? Deus É. Deus Está. Deus Acontece. Os deuses dizem coisas sobre nós... E nós os escutamos. Os deuses não nos entendem... E nem nós os entendemos. Mas fazemos as suas vontades... Porque os tememos. Quem são estes deuses que nos conhecem tão bem? Nossos ideais?
Nossa ideologia insistente não é para ser confundida por religião - nome ocasional dado para ideologias de massa - como se desta mesma massa não fizéssemos todos parte... Como somos tolos.
Será essa filosofia só mais uma idéia de uma esperta e abençoada alma tentando nos ajudar enquanto ela ajuda a si mesma? Agora sejamos realistas. Almas bonitas verão beleza, as destrutivas verão ruína, as feias o horror, as famintas o alimento, as pacientes o tempo, as puras o pecado, as esperançosas o desespero, as corajosas o pavor, as imaginativas a cegueira, as bondosas a pobreza, as materialistas a futilidade, as libidinosas a dor, as fofoqueiras a mentira... Ah! Mas a vida ensina a sermos nós mesmos. E logo a morte aprovará a informação e nos expandirá. Temos que continuar explodindo. Pois vida nossa, missão feita. ...e o universo que continue explodindo...
Suzo Bianco

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Nilo

Postando mais um sub-capítulo de Nilo.
Escrito por mim... espero que gostem.
" Dias depois Nilo teve um sonho. Teve um sonho... Era com uma imensa bola de luz. Esta esfera era tão grande que quase ocupava toda sua visão. Estava toda ela sucumbida por aquela luminosidade infinita. E ele viu o fogo consumir fogo. Ele viu buracos nas chamas, e elas cuspiam mais chamas. Entre toda aquela luz e fogo, notou que ele se distanciava. E além da esfera de fogo e luz, havia trevas. As trevas cercavam todo o seu conhecimento e panorama além do fogo. Além do fogo só existia o vazio. Mas o vazio não estava vazio, percebeu Nilo. Ele notou, com já milhares de anos de distância daquela esfera caótica, que não só o fogo brilhava. Havia uma nebulosa dourada cobrindo ainda mais sua existência. A tal esfera já não passava de uma pequena bola luminosa perante aquela nova descoberta. Mas Nilo não parava. Ele continuava a viajar pelo cosmo. E depois de mais um bom tempo, ele percebeu que aquela nebulosa tinha uma forma que o lembrava o interior de uma caverna... E o que ele achou ser um Sol, era na verdade uma estrela. “E o que ele achou serem estrelas ao longe, na verdade eram como o Sol, só que numa quantidade antes não concebida”. De repente a estrela explodiu. E dela a luz escapou como um dragão fugindo da morte. E aquela explosão tomou forma de um pássaro, e esta ave se espalhou pelo cosmo na forma de bilhões de estrelas desvairadas. Nilo tinha certeza que cada parte daquela estrela iria se transformar em uma nova estrela inteira. E assim ele viu acontecer até que tudo aquilo diante de seus olhos desapareceu numa escuridão assustadora e repressora. Então... Ele escutou aquela voz... Que há muito tempo não escutava... Desde... - Nilo! – Soou aquela voz abrasadora como a voz de um Deus grego. E com o som veio a luz e o calor aconchegante. Imensa. Em sua totalidade e deformidade. – Nilo! – Repetiu. – Eu sou seu pai cuidadoso... Sou aquele que te deixa passar para dentro do que está fora. Sou aquele que movimenta sua vida para cima e para baixo, sempre te levantando. Sou aquilo que ainda não sabe, mas já crê porque me vê em si quando não está desperto. E venho contigo agora, nesta hora de glória e razão, fundação do termo estar. Quero que queira comigo ser, se ser é o que você quer ser depois de crescer. Imploro que concorde com a inevitável via das galáxias e navegue confiante entre as nebulosas de nossa imaginação as vezes tão perversa. E sinta, sempre, o túnel universal que sempre em ascensão nos serve de corrimão para que não nos percamos. E que ajude até aqueles que não lhe confiam a palavra, ajude-os a entender, nem que isso faça com que você tenha que viver nas sombras. Deixe-os achar ser luminosidade própria. Deixe-os achar assim, para que tenham confiança em seus ensinamentos. Você é um filho meu, como todos os outros o são. Mas você não me abandona nunca... Nem quando de mim esquece... Como outros tantos. Agora, nesta sua ultima missão. Neste seu último dever e direito, lhe concebo em consciência desperta. Isso lhe fará saber quando menos quiser, para que não se perca na ilusão da carne. Para que se lembre que o ‘todo sempre’ dura para todo o sempre. E que a morte inventada foi, para que possa suportar a eterna realidade da eternidade. Eu sei, portanto você sabe como todo o mundo. Eu, nós, vós e você somos um. E se você em mim está agora, eu em você estarei em mesma proporção. Meio a luz, destingiu-se uma forma dourada e humanóide. Parecia estar em posição de lótus. A luz tão forte era que nada além de uma silhueta escura como o mais profundo buraco negro poderia ser vista. Mas aquele ser possuía uma calda como um macaco. Percebendo isso, Nilo perguntou... - Quem é você? Meu Pai? - Sim, como bem sabe, seu Pai sou! - Isso – Apontou para aquela calda (que deveria ser gigantesca como um braço da Via Láctea, comparado com o resto do corpo Dele, que de tão imenso, fazia Nilo se sentir invisível) – Você tem um rabo? - Agora que notei a mesma coisa. – Respondeu o ser. – Para que possa me ver com mais clareza, vou diminuir a luz por trás de mim. E com um movimento circular dos compridos braços, ele fez com que a luz fosse desaparecendo gradualmente até que só as estrelas meio ao anil do universo, brilhassem pela suas costas. Nilo logo viu diante de seus olhos... Tomar forma um ser que poderia ser confundido por um macaco de pêlos dourados e luminosos como as chamas do sol. Seus olhos eram nublados e tensos como as nuvens de Júpiter. Seus pêlos escorriam como lava incandescente. Seu rosto, apesar de tudo, era bem humano. Nariz humano e lábios de um típico símio idoso. Ele era velho, Nilo podia saber disso. Tão antigo quanto a sua imaginação permitia conceber. Mais velho do que todas as estrelas naquele infinito céu em sua expansão. A nebulosa dourada lhe servia de almofada. Ao redor dela, bilhares de estrelas circulavam como cavalos de madeira num lindo carrossel. Numa das mãos, aquele ser segurava uma pena de pavão em chamas, mas a pena não se consumia... Na outra mão, ele segurava um cofre de ouro. - Pode me ver melhor agora? Nilo apenas confirmou com um sorriso, que demonstrava um imenso e descontrolado respeito, medo e alegria. - Eu, um dia, já lhe disse que você não estaria sozinho? - Não lembro... - Disse sim... - Isso é de verdade? - Isso é um sonho, mas é de verdade. Pode entender? Nilo ficou em silêncio. - Sou real, pois sou parte de você. Só não existiria se você não existisse. Então, minha criança, me diz você... Isso é de verdade? Nilo apenas tornou a confirmar com um tímido aceno de cabeça. - Lhe trouxe até aqui para que você saiba de vez qual será sua missão base para esta vida, qual, será sua última, embora você vá esquecer após despertar. Você terá que descobrir como é possível um ser viver para todo o sempre... Se não conseguir, terá que viver novamente. E se conseguir, poderá morrer de verdade sem precisar voltar... - Mas para onde vou depois da morte? - Se eu disser, já estaria lhe dando de mão beijada o resultado de sua missão. Isso, você e eu não temos escolha. Terá que ser descoberto, em vida e sozinho. Para garantir que para todo o resto da eternidade seu espírito possa existir sem depender de ‘outras consciências’. - E se eu não conseguir? - Você vai conseguir... - Como sabe? - Porque o fato de você estar vivo já revela isto... - Por quê? - A vida é apenas a lembrança que alguém carrega ao morrer, para que seja possível entender a morte. Lembre-se Nilo, uma vez vivo você morre. Uma vez estando morrendo, estará para nascer. Vai compreender isso. Eu sei, todos compreendem... Mais cedo ou mais tarde. O grande segredo da vida está em como saber morrer. Nunca se esqueça disso... E com estas palavras, aquele imenso macaco dourado desapareceu em luz até transformar-se em um teto branco. Onde, ao abrir os olhos, Nilo via a luz de fora bater na parede. Era já bem cedo. E já não lembrava direito o sonho que tivera durante a noite que se fora... Apenas guardava em si, uma paz indescritível. Seu coração estava leve... Limpo. E o café da manhã feito pela sua mãe ajudava a não esquecer isso. Nilo estava bem... Um pouquinho nervoso. Mas bem. Aquele novo dia seria um grande dia. Seria o primeiro dia de aula no jardim de infância. Era o ano que faria seis anos. Era o ano que entraria no pré-escolar. O primeiro ano em que passaria mais de duas horas longe de sua mãe... Que Deus o ajudasse. "

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Lendas Brasileiras

A idéia destes desenhos é recriar criaturas do folclore brasileiro. São apenas traços rápidos e espontâneos como toda série de desenhos deste site. Por Suzo Bianco....

sábado, 18 de outubro de 2008

"Estava escrito numa parede de pedra da minha toca..."

Um ovo pequeno e branco surge num espaço branco E dele lentamente surge uma rosa azul e estranha. E nada me vem à mente. Nada se parece com uma rosa azul. E todas minhas lembranças se esvaem como cometas verdes. Nada escapa de seus impactos desafinados. Rostos conhecidos se vão. Nada de novo surge além do velho. Acredite, eu tive um sonho. E nele todos que conheço se iam. Além das montanhas brancas no púrpuro monte. Pássaros laranjas também seguiam pra lá. Todos se moviam pra longe Do cogumelo amarelo. Acredite, eu tive um sonho. E nele tudo que conheço se ia. Além das planícies alvas do serrado violeta. Manadas marrons corriam pra lá. Todos voavam pra bem longe Da luz amarela. Mas pra onde se esconder? Correr até os músculos desgastarem? Chorar e bater até os dentes caírem? Que caminho tomar quando o mundo se vai? Só sou um animal reclamando da dor vermelha. E você bem que me entende no escuro. Onde nós compartilhamos todas as cores. Até que tudo no mundo se clareie. Acredite, eu tenho estes sonhos. E neles tudo que conheço se vai.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Dê um look nisso... desenho comum.

Estrela que é estrela tem pontas...

"Passeando com seus pais pela rua, Nilo se viu olhando para o céu noturno. Estrelado. A noite era sempre linda quando limpa das sombras opacas das nuvens alaranjadas da metrópole. Ele havia visto e ouvido muito sobre estrelas. Já achava que delas tudo sabia. Eram brilhantes e longínquas. Eram belas e brilhavam sozinhas... E tinham pontas afiadas... Mafalda olhou para Nilo, que segurava um pouco a velocidade do passeio, pois andava lentamente passo a passo, e lhe dispensou um sorriso terno. Olhava para o céu. Afinal de contas, por Deus, o que aquele garoto via tanto no firmamento? - Mãe! – Disse ele de repente. – Você sabia que eu consigo ver as pontas das estrelas? Marcelo apenas riu do comentário e prosseguia na caminhada noturna na orla do lago. - Daqui debaixo, posso ver suas pontas subindo e descendo. E elas giram de vez em quando. – Apontou. – Está vendo? Posso vê-las girando sem sair do lugar. - Onde você está vendo isso? - Todas elas mãe. – E apontava com toda a segurança do mundo. – Ali tem uma bem grande, vai ser fácil de você enxergar. Mafalda ainda olhou para o céu e nada viu em especial. - Não vejo nada de pontas Nilo... – Começou ela. – O que você deve estar vendo – reparou ela – deve ser o reflexo de luz que a distancia causa ao olharmos para a luz. - Mas não são luzes mãe. – Insistia Nilo. – São estrelas... E toda estrela tem pontas. Eu vi e vejo. É verdade. - Nilo, sou sua mãe e sou mais velha do que você meu querido, e posso lhe assegurar que nenhuma estrela tem pontas como nos desenhos... As pontas são feitas apenas para caracterizar estes reflexos de que te falei. - Carac-cararizar...? - Ca-rac-te-ri-zar! Demonstrar, figurar ou representar de modo que a pessoa que esteja vendo o desenho reconheça a forma como uma estrela... - Ah... – Entendeu. – Se eu desenhar uma estrela sem pontas, ninguém vai saber que estou desenhando uma estrela? - Não! - Mas se eu desenhar uma estrela com pontas, não vou estar desenhado uma estrela de verdade! – Olhou para ela confuso. – Quero poder desenhar uma estrela de verdade... - De modo que as pessoas saibam que se trata de uma estrela! – Terminou Mafalda entendendo o raciocínio do filho. – Bem, para isso você terá que aprender a desenhar com seu pai... Nilo entendeu PAI. - Mas ele me disse que eu teria que descobrir sozinho... Mafalda riu para Marcelo, que devolveu o sorriso sem entender de verdade o porquê de seu filho ter dito aquilo, ele nunca negara uma informação... - E será, de qualquer modo, melhor mesmo você descobrir estas coisas, sozinho. Quando você souber ler direitinho, irá descobrir muitas coisas interessantes. Uma delas: como desenhar estrelas sem pontas. Bem. Nilo já não podia dizer com toda certeza do mundo se queria aprender a desenhar estrelas que não se parecessem com estrelas. De que adiantava aquilo? Ele via as pontas. Ele podia quase conta-las. E queria provar para sua mãe, de qualquer maneira, que toda estrela tinha pontas afiadas e brilhantes. Que elas giravam e subiam e desciam. Nem que tivesse de inventar tudo aquilo de novo. As pontas estavam lá. Sua mãe não as via. Seu pai nem se quer olhava para o céu. Nilo começou a desconfiar que os adultos fossem cegos ou muito burros. Como podiam deixar de ver aquilo que estava diante de seus olhos? As estrelas possuem pontas porque são estrelas. E as estrelas são estrelas porque possuem pontas. Sem as pontas, as estrelas não passam de miniaturas do Sol. O Sol sim, não possuía pontas... O Sol era o Sol. Era o que acreditava até então. Como seus pais, Nilo apenas via aquilo que acreditava, ele não conseguia enxergar os milhares de Sois no céu, e nem se quer a imensa estrela sem pontas durante o dia... Por enquanto..."

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

sábado, 4 de outubro de 2008

Fadinhas neh????

sei........

Wallpaper personalizado

MY PERSONAL SMURF

TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA ENTENDER ESTE "BLOG"

Um pouco do que você precisa saber para ler esse BLOG:


Postagem Original:no link abaixo


http://suzobianco.blogspot.com/2011/03/explicando-o-blog-visualizando-parte-do.html


Sobre As Cores: Poderia dizer muito sobre isso, porém tenho que me conter no foco destas necessárias (ou não) explicações. É bem possível que a maioria saiba muito sobre a Luz. A famosa luz solar que a todos nós ilumina. A bem conhecida luminosidade solar quase totalmente invisível; e só não o é completamente, porque podemos enxergar ou reconhecer uma minúscula fração que chamamos de espectro luminoso. Ou as sete cores. Violeta, anil, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho (e seus tons), o branco luz é a junção delas e o negro a ausência. Esta pequena faixa reconhecível, pelos olhos, da luz solar nos dá a possibilidade de, quando refletidas pela matéria ao nosso redor e bem captadas pelo nosso sistema ocular, ver. Bem... Ver aquilo que nossa mente consegue perceber e conceber, mas isso seria outra história. Dessa maneira, este Blog usa dessa variação do espectro de maneira clara, dando a entender a presença constante desta limitação de nossa captação da luz. Embora possa parecer bonito, o uso das cores sobre o fundo negro, ou escuro, metaforiza a habilidade de nossa mente conceber formas e formular informações, por mais que pareçam de início desconexas, usando apenas uma limitada informação luminosa, ou noção divina ou dê-se o nome que quiserem a essa condição. O importante é que a verdadeira informação sempre nos parece oculta. O que vemos é sempre uma pequena parcela do que, de fato, pode existir no Universo ao nosso redor, em todos os sentidos, conforme o que procuramos saber a respeito dele (ou nós).


Não há enigmas para a curiosidade...


"Os Poemas": Entenda-os ou deixe-os. Qual seria a graça se tivesse que explicar cada um a todos? Podem parecer óbvios, para a maioria, os recursos usados nos poemas e demais textos, mas deve-se levar em consideração a dificuldade de entendimento para outros tantos leitores. Então eis explicações nesses e nestes tópicos. Espero mesmo que facilite a interpretação e a compreensão do blog após esses textos ‘Sobre o Blog’.


Os Desenhos: Nem toda sensação é possível de ser descrita. Não com minha atual habilidade, então, as desenho. Algumas personagens são pertencentes aos meus contos, outras, apenas ilustrações, ou representações, de forças invisíveis, fora da gama de cor visível já citada.

Duendes, fadas e outros seres “mágicos”: Alusão aos tipos diferentes de viventes do mundo. Isso pode incluir desde o(s) humano(s) e sua variada gama de personagens, como animais, plantas e outras formas de vida. Todas possuidoras de divindade consciente, isto é, formas diferentes de manifestação inteligente do cosmo aqui na Terra. São usadas essas nomenclaturas para homenagear as antigas lendas e ao mesmo tempo justificá-las da maneira mais lógica possível. Também serve de crítica à maneira displicente dos "humanos" se julgarem únicas formas inteligentes do planeta. Algo que pessoalmente não acredito. Cada ser com seu grau de percepção e contenção de sabedoria cósmica. Ninguém é mais ou menos que ninguém, o que muda, em minha opinião, é a forma e o tipo, não a importância. E quando digo alguém, ou ninguém, digo me referindo a ‘todos nós viventes da Terra’.




Fim da primeira "explicação".

Próximos assuntos a serem abordados:


Magia.

Religião e crenças.

Cartas Mágicas.

Fábulas.

Inspiração.

Temática.

E mais...


Sobre este Blog – Parte 2


Magia: Existem muitos conceitos sobre o que é Magia. Entretanto deve se considerar um único, pelo menos, ao que diz respeito a esse Blog. Entenda-se por magia toda forma inteligente e lógica de perceber, interpretar, conceber ou manipular qualquer tipo de informação, seja essa visual, textual, social, musical, oral, carnal*... A arte, no caso, em si mesma, concebe-se como um ato mágico, pois se estabelece como força mágica real devido à capacidade dinâmica de transformar uma ideia, ou a subjetividade, em algo absorvível por quase todos por uma estreita interpretação, funcionando como um funil, ou melhor, como um telescópio que com sua combinação de lentes permite acesso a uma gama imensa de informação (ou perspectiva dessa) vista apenas de um ponto minúsculo, isso funciona mesmo aos menos atentos. Isso seria, nesse caso, uma réplica da atitude universal, a de se auto-afirmar real, mesmo em sua aparente caótica 'organização' individual. O ego. Toda concepção e aceitação dessa ideia primária, ou fundamentada em princípios lógicos e antigos impostos (ou não), podem ser consideradas, aqui, magia. A habilidade de se ver, ou se entender, parte da energia universal também é magia. Real e palpável. Para muitos que assim o fazem podem se afirmar possuidores de um campo de proteção mágica, ou círculo arcano. (energia proveniente do Sol). Mas a maioria prefere dar para essa habilidade o nome de ‘conhecimento’, que pode ser específico dependendo do propósito. Exemplo: Para cada tipo de assunto existe uma variada carga de informação, algumas verdadeiras, outras longe disso. Dessa maneira quanto mais conhecimento a respeito de um determinado assunto alguém tiver, maior vai ser o poder de seu círculo de proteção mágica, que repelirá as forças provenientes da ignorância, ou trevas, para os mais “encantados” (matérias de baixa vibração). A luz do conhecimento (também real como sendo parte da mesma luz solar citada antes, porém invisível) é que alimenta, ou dá forma e substância, a esses campos mágicos, como supracitado anteriormente...



Religião e Crenças: Esse Blog não se trata de doutrina religiosa ou de alguma ‘crença’ baseada em mitos. Nem de algum pretencioso e equivocado conceito "científico". O intuito é simples: expandir, compartilhar e desconcentrar conhecimento. Dar a possibilidade para todos de pensar a respeito de tudo. E guiar esses pensamentos e ideias para a Luz. Para a reconstrução do mundo real e livre da escravidão imposta por aqueles que, ironicamente com atos estúpidos e mesquinhos, dizem-se senhores e donos do mundo. Quero com esse Blog, criar um canal de sintonia com todos aqueles que buscam no estudo e na investigação intrínseca a resposta para suas dúvidas. Sem dogmas e preconceitos. Sem justificativas adquiridas, ou impostas, pelos devidos ancestrais (que, na esmagadora maioria das vezes, sem saberem também estão dormindo num mundo de inverdades e enganos). É sabido, pelos sabidos, que quase nada em todas as religiões de massa é sustentável pela lógica-emocional, no entanto, poucos sabem que mesmo assim, essas mesmas religiões e crenças, possuem bases filosóficas autênticas e verdadeiras, ora se não mora aí o poder das mesmas de conquistar o coração da multidão. A questão é: O que procura o indivíduo? Deus? A verdade universal? Riqueza? Respostas? O que ele deseja, é ele mesmo que o deseja? Como poderia um recém-nascido julgar o mundo ao seu redor? E como ele seria capaz de ter ciência de sua prisão se se nascesse em uma titânica cela, uma que possuísse grades, na cabeça de cada criatura complacente da Terra? Bem, isso seria um assunto extenso demais para essa ocasião, então devo me centrar no propósito desse texto, falar somente a respeito da filosofia desse Blog, de maneira mais sucinta possível. Deus possui várias definições, mas iremos considerar ‘Deus’ como sendo o nome dado à inteligência cósmica/universal. Pensando assim, pretendo respeitar e levar em consideração o maior número de concepções religiosas, e filosóficas, possível dentro da minha, ou nossa, capacidade intelectual. Não quero e nem pretendo ofender ou questionar seja qual for a religião ou filosofia científica, pelo contrário, me parece cabível justamente a união sensata dessas ideias humanas. É possível e sensato conceber, ou entender (-se) o Universo/Cosmo de maneira ‘religiosamente científica’, ou, ‘cientificamente religiosa’. Ao mesmo tempo, não sendo nenhuma dessas. Magia? Bruxaria proibida? Não mesmo, creio. Conhecimento antigo, e antigo o bastante para ter tanto conhecimento. Você encontra dois homens sabidamente bondosos, um é velho, o outro uma criança, ambas lhe dizem sobre o mundo todo que conheceu, e como funciona... Você seguiria a quem? A religião antiga não é uma religião, e nem mesmo uma ciência, é um fato. É a transmissão de conhecimento certo. Sem dúvidas ou alegorias. ‘Tudo é luz’, segundo conceitos mais atuais da ciência contemporânea. Também possível de se afirmar o mesmo na maioria dos seguimentos religiosos; ‘Deus é Luz’... Ou a Luz a materialização de sua/Sua ideia, penso eu, e outros comigo. Uma ideia, em minha opinião, completamente concebível e lógica. Sem ferir minha inteligência ou fé. E é sobre esses conceitos que a maioria dos meus textos diz respeito em partes...


Cartas Mágicas: São escritos/textos metafóricos. Cartas do ser interior do escritor destinadas para o ser interior do leitor, ou para um ser imaginário capaz de compreender o lamento. Por isso o pseudônimo Rumplestiltskin (Rumpel)... Algo difícil de ler e compreender, nome, também, de uma personagem de contos de fada. Assim, faço alusão à injusta fama que a magia verdadeira tem no mundo atual, a de algo inexistente e irreal, quase sempre associada a poderes escabrosos e imaginativos como: Levitação, tele-cinese, leitura de mente, previsão do futuro, bolas de fogo expelidas pelas mãos de “bruxos” e “magos”... A variedade é enorme. Isso tudo só tem um único objetivo: Difamar e desacreditar a Magia. Desviar a atenção das pessoas para outros valores, dessa forma, conquistá-las. Quando alguém acredita, por exemplo, no valor monetário de uma moeda corrente, ela está sob o poder mágico daquele mesmo artefato. Explicando: O poder do dinheiro está, e mora, no conceito ou na possibilidade do seu ‘possuidor’ de conseguir o que deseja. O desejo particular, ou comunitário, dá poder ao artefato, isto é, quanto mais moeda um indivíduo tiver, maior a possibilidade de adquirir o que deseja e quanto mais gente acreditar nesse poder, mais ele se torna real. Porém essa lei só funciona se a maioria aceitar o conceito, onde o verdadeiro beneficiado é o produtor, ou mantenedor, do sistema monetário e da ideia do mesmo. Ele mesmo não faz uso dessas regras, seu poder está além do 'poder monetário'. Percebe-se? Ainda falamos de Magia. Real. Verdadeira e ainda presente na vida da maioria das pessoas no mundo inteiro. Por isso prega-se tanto a sua inexistência. As cartas mágicas tratam desse conceito...



Fábulas: A maioria dos textos, ou contos, que produzo usa do recurso fabuloso. A figuração animal das atitudes, ou da perspectiva humana dos fatos, ajuda a transcrever assuntos que seriam mais difíceis de serem abordados de outra forma. É mais fácil admitir semelhança no comportamento do Tio Patinhas (Disney) do que no de Kane (The Citizen Kane – O Cidadão Kane), por exemplo. É claro a dificuldade que podemos ter em assumir nossos defeitos quando nos são apontados ou citados. Por isso o recurso da Fábula.


Fim da segunda "explicação".



Próximos assuntos a serem abordados:


Inspiração.

Temática.

Público Alvo.

“Verdades de Massa”.


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Sobre este Blog – Parte 3


Inspiração: O que seria de fato isso? A Inspiração. De fato seria a habilidade de criar? Seria mesmo o universo fruto de uma auto-inspiração divina? Pode ser... Por que não? Ou mais: Por que sim? Bem, o fato é: muitos de nós possuímos a prática de usar essa força para re/criar. Porém, dizem os físicos e cientistas; nada se cria ou se perde no universo, tudo se transforma. Foi uma boa dica deles para os inertes. Mas nenhuma novidade para aqueles que, há milhares de anos antes, já viviam esse conceito, antes da 'ciência', propriamente dita, instalara-se no coração de muitos. Aceito essa ideia. A inspiração então, a meu ver, seria uma espécie de autoconhecimento (levando em consideração os conceitos já citados anteriormente) e a habilidade de compartilhar isso. Seria também, em mesmo grau, a habilidade de notar formas variadas de expressar uma determinada ideia. Isto é, uma mesma forma infinitamente copiada em tudo no Cosmo/Universo. ‘Auto-criação e auto-percepção’. Ver a mesma coisa de variadas maneiras. Cada maneira diferente deriva de uma determinada inspiração. Ou conceito original. E essa determinada coisa, também varia, dependendo do conceito ou da nomenclatura. Acredito que ideias são feitas, ou existem, para serem mesmo difundidas, não retidas por um único indivíduo...


Temática: O mundo que se faz Oculto para muitos que o querem assim. Invisível. Se isso é bom ou ruim, não é a questão. A questão é: muitos dos males da humanidade são provenientes da ignorância, da má interpretação do sentimento do Amor e da difamada ou mal usada informação Solar. Exemplo: O Sol não é só uma estrela. O Sol é A Estrela. E Sua Luz nos é fonte de vida (em muitos sentidos), algo que nos possibilita todas nossas divagações sobre tudo. E isso é Divino, e algo que nos possibilita isso, não é menos do que Divino. Ou, Deus em uma forma “individualizada”. Somos diretamente e indiretamente, literalmente e poeticamente, filhos Dele. Somos parte dele, sentimos e existimos com ele. Vestígios estrelar, no caso, fagulhas do Sol em evolução de consciência. Admito, no entanto, como isso pode soar aos ouvidos, ou mente. (dogmática sem perceber) Certo? Como se conceber filho do Sol?

Nota-se? Isso é Magia. A maneira como ver as coisas pode nos levar de um mundo cruel e cinza para um mundo de amor e cores. Todas elas. Entre tanto, infelizmente, isso não nos protege da perversidade daqueles que vagam meio às sombras, ou às trevas. Ainda assim podemos estar sujeitos a ações de indivíduos ignorantes ou malignos. Porém, cada um de nós tem a responsabilidade de combater o escuro engolidor de luz. Ou lutar contra a ignorância e falta de educação, entende-se aqui educação no sentido puro e mais abrangente. Um dos objetivos desse Blog (agora revelado não tão comum assim) é justamente isso. Combater a ignorância e lutar contra a manutenção dessa mesma...

Público Alvo: Esse Blog tem como público alvo todo aquele de mente aberta às novas possibilidades, espíritos inquietos com a dúvida, ou até mesmo, com as aparentes certezas. Isso incluindo a mim mesmo. O ato de compartilhar minhas conjecturas com outras pessoas só aumenta a possibilidade de eu adquirir ainda mais conhecimento. Aprender é pra mim algo prazeroso e viciante. E passar as informações adiante é algo satisfatório e empolgante. Acredito que pra maioria das pessoas é dessa mesma maneira, embora nem todos possuam a paciência necessária para a tarefa. E isso não significa desinteresse, é apenas comodidade, isso sim deve ser combatido, pois quem se acomoda numa ideia se nega a possibilidade de evoluir intelectualmente. Para um bom caçador de informação, tudo, ou quase tudo, é questionável. Aquele que aceita uma informação sem questioná-la é um animal adestrado, não, educado. Imagino eu. Como qualquer músculo nos possibilita, e é feito, para nos permitir a locomoção e articulação, o cérebro também tem seu propósito, e não usá-lo, inteiramente, ou é um erro ou uma desfeita...



“Verdades de Massa”: Esse espaço, que tenho para expressar minhas ideias e conceitos - através de poemas, contos, frases e ilustrações - permite-me tentar desmascarar algumas “verdades” difundidas na população. Exemplo: O Trabalho é algo árduo, mas necessário. Bem, não é bem assim. O trabalho é a ação de produção ou manutenção de algo útil ou funcional, não necessariamente pesado e sofrido, pelo contrário, um trabalho legítimo deve ser feito com entusiasmo e amor pelo feito. Dessa maneira, um determinado médico opera pelo o amor e credibilidade de sua vontade de fazê-lo. Alguém que o faz apenas por pressão financeira, familiar ou social é capaz de esquecer uma tesoura dentro do paciente. Perdoem-me a associação, mas espero que entendam o que quero dizer. Ainda nesse assunto, muitos acreditam que trabalho tem de ser necessariamente algo lucrativo* (considerando os atuais valores difundidos) ou feito em ambiente comunitário e hierárquico. Também uma ideia falsa, e mesmo assim, imensamente difundida. Por quê? Ora, o que seria do Sistema Social contemporâneo se a maioria das pessoas pensasse diferente? Caos. Eis a necessidade de fazer com que todos acreditem na necessidade do salário pago por alguém que se autodenomina Patrão ou Chefe. O triste disso é que essa maneira de pensar impulsiona a pessoa a adotar uma postura agressiva e desonesta, por questão de sobrevivência e ascensão financeira. Isso é um dos vários fatores que disseminam a infelicidade comum. Existem ainda outras muitas, do que chamo: “verdades de massa”. E quase todas elas são difundias pela maioria, ingênua, e implantadas por aqueles que se beneficiam dessa e daquelas ideias.



Quase ficção, neh?


Atenciosamente
Suzo Bianco




Obs.: Alguns textos podem apresentar desacordo com a norma padrão recente da língua portuguesa, entre outras possíveis deformidades estéticas ou ocasionadas pela rápida e informal digitação. Contudo é direito prevenir o leitor ou a leitora de que tais textos foram revisados, porém foi preferível manter alguns possíveis “erros” (segundo a gramática normativa) com o 'intuito' de preservar o caráter poético e efêmero dos textos, sendo esse objetivo mais verdadeiro do que outro que possa envolver os termos e/ou normas da gramática atual. Espero que compreendam e não se assustem, pois tais “verrugas” nessas ‘faces letradas’ não são muitas, e quase sempre imperceptíveis. Um abraço sincero, e meu muito obrigado por ceder um pouco de seu tempo para a poesia e para os poemas de minha autoria.” S.Bianco.


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